03 janeiro 2008
pequena reflexão de ano novo
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29 dezembro 2007
A lista

Beirut - The Flying club cup
Bloc Party - A weekend in the city
Blonde Redhead - 23
Grinderman - Grinderman
Jens Leckman - Night falls over Kortedala
Mark Ronson - Version
Radiohead - In Rainbows
The Go! Team - Proof of youth
The National - Boxer
Thurston Moore - Trees outside the academy
Melhor canção do ano: Interpol - Pioneer to the falls
Disco mais injustiçado: Bloc Party - A weekend in the city
Disco mais sobrevalorizado: FucKlaxons - Myths of the near future
Promessas do ano: The Teenagers, Bat for Lashes, St. Vincent, The Horrors
Desilusão do ano: White Stripes
Como prendinha de ano novo aqui fica a canção que abre aquele que foi o meu disco do ano em 2002 (ano em que, aliás, a concorrência foi brutal!), e que me tem feito muita e boa companhia nos últimos tempos. Só espero que a mensagem se aplique a todos nós.
Let the golden age begin, folks!
Um grande 2008 para todos.
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15:43
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Etiquetas: Listas
27 dezembro 2007
sometimes you feel just like
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21 dezembro 2007
(...)
I cant see the lines I used to think I could read between
perhaps my brains have turned to sand,
oh me oh my, I think its been an eternity
you'd be surprised at my degree of uncertainty
how can moments go so slow...
several times I've seen the evening slide away
watching the signs taking over from the fading day
perhaps my brains are old and scrambled,
several times I've seen the evening slide away
(who would believe what a poor set of eyes can show you)
watching the signs taking over from the fading day
(who would believe what an innocent voice could do)
changing water into wine,
(never a silence always a face at the door)
several times I've seen the evening slide away
(who would believe what a poor set of ears can tell you)
watching the signs taking over from the fading day
(who would believe what a weak pair of hands can do)
putting grapes back on the vine
(never a silence always a foot in the door)
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17:47
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20 dezembro 2007
if
Suzanne Vega - Some journey
we talk and talk, we tell the truth
there are no shadows here
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11:35
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19 dezembro 2007
na vida como no desporto
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11:31
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16 dezembro 2007
sei que era um vestido curtinho aos folhos, e que esvoaçava bastante, e do resto não me lembra muito bem
isto tudo na companhia de alguns grandes camaradas de luta (como este, este, este e este). bela noite.
melhor do que isto, nem sei. só se ainda por cima o FCP ganhasse e os lamps perdessem e ficassem, sei lá, aí a uns 10 pontos.
14 dezembro 2007
ora diga lá cinco filmezinhos se faz favor. muito obrigado.


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12:27
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12 dezembro 2007
between thought and expression
lies a lifetime
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Etiquetas: 60's
07 dezembro 2007
home is where I want to be
I guess I'm already there
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06 dezembro 2007
and we'll walk in the sun
é fácil chamar-lhe arena-rocker, redneck, básico, grunho e tudo o mais. este homem escreveu uma das maiores canções rock de todos os tempos e um dos poemas rock mais arrebatadores de sempre. o resto é treta. desde a semana passada que a wendy não sai do meu auto-rádio.
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11:08
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Etiquetas: 70's
04 dezembro 2007
Bolts from above hit the people down below
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10:02
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30 novembro 2007
Get around town
Get around town
Get around town
Where the people look good
Where the music is loud
Get around town
No need to stand proud
Add your voice to the sound of the crowd
Amanhã vou ouvir isto aqui :-))))))))))))))))))))))))))))))
à(s)
12:25
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29 novembro 2007
25 novembro 2007
Here we go go go - next zone
A change of speed, a change of style,
A change of scene with no regrets
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10:24
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24 novembro 2007
Ch ch changes
I watch the ripples change their size
but never leave the stream
of warm impermanence, and
so the days float through my eyes
but still the days seem the same
but hey now you rock'n roller, pretty soon now you're gonna
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08:20
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22 novembro 2007
My ship's a-sail
can you hear its tender frame
screaming from beneath the waves
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10:05
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Etiquetas: 80's
19 novembro 2007
If you want me, you can find me
É tipo perto do centro mas lá para o fundo, sobre a esquerda quem está de frente para os Paços do Concelho, entre isto
e isto
precisamente por cima disto
(aparte que não tem nada a ver com o teor deste post: repararam como a Suzanne Vega, normalmente um bocadinho desensabida, está estupidamente bonita neste clip?)
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22:30
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16 novembro 2007
15 novembro 2007
It's indie easy listening for me
Já viram o que o Paul Anka, esse velho maluco, fez a esta grande malha de há uns 3 ou 4 anos?
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09:15
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Etiquetas: Covers
14 novembro 2007
The only way is up
E quem caraças é que quer saber dos Fra Lipo Lippi para alguma coisa?
festa I love 80's
no Radio Bar
Agora que consegui meter os Fra Lipo Lippi e a coisa está suficientemente parva, posso acabar. Com um docinho, claro.
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00:23
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Etiquetas: 80's, Bota-discos
12 novembro 2007
11 novembro 2007
10 novembro 2007
08 novembro 2007
Chamem a polícia
Quanto aos Interpol, o concerto não foi de forma alguma uma surpresa. As versões apresentadas em palco foram quase decalcadas das que conhecemos dos três álbuns, com a excepção da gloriosa Stella was a diver, que após uns momentos de aparente improviso se fundiu com PDA, tema que fechou o único encore. A setlist repartiu o protagonismo entre Antics e Our love to admire, o primeiro com seis canções e o segundo com sete. Mas foi notória a preferência do público pelos temas mais conhecidos de Antics. Narc, Evil, Slow hands e C'mere foram provavelmente os momentos com mais adesão da plateia. Houve até um momento engraçado em que o público se antecipou a Paul Banks no início de Evil, e este (não sei se genuinamente surpreendido ou a fazer de conta) lhes pediu que cantassem mais um pouco antes de ele próprio começar a invocar a misteriosa Rosemary. Um dos melhores momentos da noite foi a magnífica Not even jail, que fechou o set. A banda regressaria pouco depois para tocar um fabuloso Take you on a cruise e as duas canções já mencionadas do álbum de estreia (de que já se tinham ouvido Say hello to the angels e Obstacle 1). A única escolha que me pareceu desenquadrada foi a inclusão no set principal da belíssima The lighthouse, que teria ficado melhor a abrir ou fechar o encore. Como sempre acontece, houve 2 ou 3 canções que tive pena de não ouvir: Roland, Length of love, Pace is the trick, e sobretudo aquela coisa sobre-excelente cujo clip podem ver aqui mais abaixo.
A prestação musical dos cinco elementos em palco foi irrepreensível. A pedra angular do "som Interpol" é, na minha opinião, a percussão económica e matemática de Sam Fogarino. Não há uma batida a mais, uma batida desnecessária e muito menos uma batida fora do sítio. Daniel Kessler, para além de ser também ele um guitarrista magnífico, é o elemento mais cool e mais comunicativo. E Paul Banks canta mesmo muito, muito bem.
Infelizmente não deu para depois do concerto ir beber uns copos com velhos e novos amigos que lá estavam. Mas conheci finalmente o meu blogmate m.a. e vi muita gente conhecida (algumas caras bem mais inesperadas do que outras...). Quase diria, mais do que vejo da maior parte das vezes que saio à noite no Porto...
à(s)
22:32
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06 novembro 2007
05 novembro 2007
03 novembro 2007
1-2, experiências
The Czars - Angel eyes.mp3
Suede - Brass in pocket (cover Pretenders)
Cheerio.
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17:32
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Etiquetas: Covers
02 novembro 2007
The Czars - Killjoy
Bom fim de semana.
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19:01
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Etiquetas: 00's
01 novembro 2007
Quote of the day - Tom Waits / Downtown train
You wave your hand and they scatter like crows
they have nothing that will ever capture your heart
they're just thorns without the rose
be careful of them in the dark
oh, if I was the one
you chose to be your only one,
oh baby, can't you hear me now
Em que há peixes vermelhos e azuis.


Um filme que me deixou abananado quando tinha os meus 16 ou 17 anos. Acho que o vi no Stop.
Cortesia do Cineclube lá da casa. Os agradecimentos à direcção :)
31 outubro 2007
29 outubro 2007
28 outubro 2007
Sisters of mercy
uma freira Playmobil.Com terço ao pescoço, Bíblia na mão e tudo.
Por acaso devo confessar que a coisa não era para mim. Mas gostei tanto que acabou por ser. E de qualquer forma o Filipe não a iria apreciar devidamente (espero eu).
à(s)
00:32
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27 outubro 2007
26 outubro 2007
Bad companies
à(s)
12:56
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24 outubro 2007
quem fez? o que? onde? a sério? eh pá... agora a sério, com franqueza, não se faz. fónix!...
Parece belo.
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23:25
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23 outubro 2007
Quote of the day - Durutti Column / Never known
I cry in my sleep, smetimes you stay
Sometimes you stay, you never know why
Please say my name, don't turn away
The pain is black
The pain is bright
Tão bonito que até dói.
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23:40
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22 outubro 2007
De estalo
Falando em estalos de dedos, que canção vos ocorre? Será...
21 outubro 2007
Quote of the day - Pixies / Hey
Hey, been trying to meet you
Hey, must be a devil between us,
or whores in my head,
whores at my door, whores in my bed,
But hey, where have you been?
If you go I will surely die
We're cha-ained,
we're cha-aiiined,
we're cha-a-aaiiiined
à(s)
23:26
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20 outubro 2007
17 outubro 2007
Quote of the day - Radiohead / Fake plastic trees
She looks like the real thing,
She tastes like the real thing,
My fake plastic love
But I can't help the feeling I could blow through the ceiling
If I just turn and run
It wears her out...
If I could be who you wanted all the time
Canções perfeitas como esta calham bem em dias de neura como este.
"Blow though the ceiling? Gee, that's a jolly good idea!"
à(s)
12:01
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15 outubro 2007
It's indie rock'n roll to me
Os 3º e 4º álbuns desta rapaziada são um verdadeiro compêndio de indie/college rock. Têm canções quase perfeitas do princípio ao fim, sem pontos baixos, com letras excelentes e uma economia de meios notável. Algumas entram melhor no ouvido à primeira audição, outras demoram mais um bocadinho, mas são verdadeiramente vintage pop-rock.
Daí que a minha expectativa para o 5º álbum seja enorme. E daí este post: é que o site da banda informa que ele está para chegar, tal como na canção do Roberto Carlos. Chama-se Lucky, parece que tem 11 faixas e sai em Fevereiro (claro que com sorte e alguma perseverança, se calhar até chega antes.) Se quiserem ouvir a faixa de apresentação, está disponível no MySpace da banda.
Enquanto não chega, vão matando saudades de como se escreve grandes canções: Inside of love (do magnífico Let Go) e Always love (do esplêndido The weight is a gift). E não precisam de agradecer.
à(s)
22:36
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O mestre saltimbanco
Tudo isto fez-me lembrar um cavalheiro que, estranhamente, tem andado arredado deste tasco, já que se trata de um dos músicos que eu mais admiro. Bora lá então recordar os 20 anos do inqualificável Frank's wild years, um dos meus discos favoritos de sempre.
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00:13
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12 outubro 2007
Quote of the day - The Stranglers / No more heroes
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15:07
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Etiquetas: 70's, Punk / New-wave, QOTD
11 outubro 2007
Load it
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07 outubro 2007
Quote of the day - Drugstore feat. Thom Yorke / El President
Foi belo!
05 outubro 2007
Viva a República!
E fá-lo evocando uma banda que foi buscar inspiração e esse dia de 1910. A canção em causa reproduz, alegadamente, as palavras de Teófilo Braga quando, em cima de um telhado, foi convidado para presidir ao 1º Governo Provisório.
Viva a República! Viva Teófilo! Viva Arriaga! Viva a Saffron!
à(s)
19:46
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04 outubro 2007
Gente contente
:-)
à(s)
01:46
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Etiquetas: Bola
02 outubro 2007
Ai o carago...
... que já estou a ver a minha vida a andar para trás
As melhoras para o rapaz, e de preferência a tempo de não prejudicar o encontro de 7/11.
Rock me, Amadeo!
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13:57
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Etiquetas: Concertos
30 setembro 2007
Quentes e boas: M.I.A / Kala
Não tinha ficado muito entusiasmado com Bird Flu, o single de apresentação do novo disco de Maya Arulpragasam, a cingalesa filha de um Tigre Tamil, refugiada em Londres e que assina os discos como M.I.A. Mas para além de ter reavaliado o dito cujo, que se revelou uma canção bem mais contagiante do que parecia à primeira vista, a audição de Kala, o novo disco da menina, deixou-me abananado. E ela avisa na faixa de abertura: "M.I.A. is coming back with power-power!"Uma última nota, nada secundária, tem a ver com as inesperadas e surpreendentes referências/colagens a gente tão ilustre como Jonathan Richman, os Pixies, os New Order e os Clash, traduzidas nas citações de Roadrunner e Where is my mind e na samplagem de Blue Monday e Straight to hell. E esta, hein?
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16:12
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28 setembro 2007
Última hora
Mas fica uma pista fotográfica: nós aqui gostamos de enigmas, e quanto mais difíceis melhor.
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17:56
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Etiquetas: Bota-discos
Dream life the way you think it ought to be, see things you thought you'd never ever see

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24 setembro 2007
Quote of the day - Mão Morta / Velocidade escaldante
Os putos vêm só para dar um fix
Estendem-se pelo quarto a folhear comics
Esquecem gringas a marcar os livros
E morrem de volúpia num esgar feliz
Sempre a propósito a educação musical das crianças, ontem presenciei um belo momento.
E isso é bonito.

22 setembro 2007
From him to eternity
Seria uma boa ocasião para escrever um post comprido, em que tentasse explicar como alguns discos dele foram importantes para mim, apesar de só ter contactado a sério com a sua música a partir de 1990, quando comprei o The Good Son. Depois disso comprei todo o back catalogue e tudo o que ele foi publicando. Até tenho o The Boatman's call autografado, numa sessão na HMV de Oxford Street em que trocamos breves palavras. Foi assim:
Joe: God bless you, Nick.
Nick (após ligeira pausa para ver quem tinha feito uma saudação tão bacoca): OK.
Pronto... não foi exactamente um diálogo do tipo socrático, mas é melhor que nada. Ou têm melhor para a troca?
Anyway, não era aí que eu queria chegar. O que queria dizer é que este Homem com dois Agás Grandes é em absoluto um dos meus cantores/compositores preferidos. E que lhe desejo muitos mais anos de vida e de actividade. E que um dia destes volte a aparecer por cá, porque já lá vão uns anos desde a última vez que o vi. Foi por volta de Abril de 2001, no Coliseu de Lx, na digressão do No more shall we part.
Para comemorar a data deixo não um, não dois, mas três clips. O primeiro remonta aos primeiros tempos dos Bad Seeds, e é a cover de uma das minhas canções preferidas, outrora cantada pelo King. O segundo é possivelmente a sua melhor canção de sempre, uma reflexão desesperada sobre a culpa e o castigo (ele costuma dizer que é sobre a cadeira eléctrica). O terceiro é uma canção de amor simples e perfeita, de um dos melhores discos dos 90's.
God bless you, Nick.
à(s)
23:38
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20 setembro 2007
Tugas that kick ass: Mão Morta / Budapeste
Fico à espera que os gajos se dignem lançar o tão requisitado DVD com os clips destes 20 e tal anos, para poder voltar a ver coisas como o Chabala, o Anjos Marotos ou o Em directo para a TV.
Se entretanto quiserem saber o que está disponível, a própria banda tem a fineza de fazer uma lista aqui. Já agora, para quem gostar e se der ao trabalho, grande parte da actuação deles deste ano em Coura está no YouTube.
Melhor banda rock portuguesa de sempre. Period.
à(s)
23:56
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18 setembro 2007
Nights in white satin and dawns in hot sausage
Tempo: uma sexta feira de verão, por volta das 03.00, circa 1999)
Quatro jovens bem parecidos e na flor da idade preparam-se para tentar entrar numa discoteca cheia sem companhia feminina; um deles convenceu os outros três de que utilizaria perante o porteiro um argumento decisivo e infalível.
Tocam. O porteiro espreita, vê que são quatro gajos e faz que não com a cabeça. O jovem argumentativo não se fica. Bate à porta e pede para falar. O porteiro anui, com cara de quem não vai fazer fretes. O argumentativo dipara:
- É que eu sou amigo do Zéquinha...
O porteiro para e medita: "mas quem c****** é o Zéquinha???", pensa. Lembra-se depois que é o DJ; "claro, este cromo não ia dizer que era amigo do barman." Ri-se e volta a dizer que não. O argumentativo insiste:
- Não sei se percebeu, eu sou amigo do Zéquinha, ele está hoje a pôr música e disse-me para aparecer, que não ia haver problema... Se quiser pode ir chamá-lo.
"Só me faltava esta agora, este deve querer que a música pare para o gajo lhe vir aqui dar um abraço".
- Não amigo, lamento mas hoje não pode ser, sabem muito bem como a casa funciona.
Os outros amigos tinham-se chegado para longe da vista do porteiro, com medo de não voltarem a entrar ali nem com a Kournikova pela mão. O argumentativo permanece inconformado junto à porta, e repete baixinho
- Mas eu sou amigo do Zéquinha...
Desistem e bazam.
ACTO II
(Tempo: meia hora mais tarde;
Espaço: junto às roulottes de cachorros do castelo do queijo)
O argumentativo pede um cachorro completo à menina, cujos cabelos amarelos-escuros exibem umas raízes tão pretas como os poucos dentes que ainda lhe restam. A conversa com o porteiro deixou-o faminto. Ela ri-se toda, pisca-lhe o olho e prepara a encomenda. Vai-se rebolando, insinuante e marota, entre salsichas, cebola e tudo o mais a que o nosso herói tem direito. E então a magia acontece: irrompe no éter uma melodia que por esses dias invadia Portugal. A salsicheira dengosa abana-se, sorri atrevida para o moço sensual e canta-lhe:
-"Estou fazendo amor com outra pessoa, mas meu coração vai ser 'prá sempre seu..."
Acabámos os cachorros e fomos à nossa vida. Há suspeitas mais ou menos fundadas de que após ter sido deixado à porta de casa o argumentativo apanhou um Taxi e voltou às roulottes. Chegou, assobiou, piscou o olho à salsicheira e partiram para uma noite louca de paixão. O resto é uma lenda urbana.
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10:30
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Etiquetas: Cenas
17 setembro 2007
Back to the old house
Ora, volta e meia há concertos no Mercedes, que são muitos diferentes do normal em função das (ou se preferirem "derivado às") características do espaço. Há uma grande proximidade dos músicos com o público, que muitas vezes acabam a noite a beber uns copos juntos. Já vi lá alguns excelentes concertos dos Logh, dos Mão Morta, de Mark Eitzel ou de Lou Barlow. E perdi outros tantos, por andar distraído ou por não ter arranjado bilhete (a lotação é de 100 pessoas).
Daí que venha avisar o povo que no dia 29 de Outubro os The Sea and Cake vão lá tocar, e eu só não irei de não puder. Não é todos os dias que uma das bandas mais aclamadas do panorama indie-pop toca para uma mão cheia de felizardos.
Fiquem lá então com a versão que estes moços de Chicago fizeram para uma canção bem conhecida do Mestre. E depois não digam que ninguém vos avisou.
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00:16
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13 setembro 2007
Know wha' I mean, know wha' I mean, say no MORE!!

Quer dizer, perdi a cabeça é capaz de ser uma força de expressão. Não custou assim tanto.
Há uns tempos debatia-se em alegre tertúlia, talvez em frente a uns finos e uma francesinha após mais uma vitória no Dragão, qual o melhor sketch de sempre. E se bem me recordo, este foi votado como vencedor provisório. Quem discordar que se pronuncie, ou se cale para sempre.
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23:36
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12 setembro 2007
Quote of the day - Lloyd Cole / Forest fire
and mess up your place, lets go for a spin
Say we shouldn't even know each other, and that will be undone
Don't that make you smile, like a forest fire?
Houve um tempo em que este gajo era o maior. Tinha um penteado cool, usava camisolas de gola alta e cantava como o caraças. E escrevia canções que até arrepiavam com letras fantasticamente enigmáticas, como esta, a fabulosa Rattlesnakes, ou a extraordinária Are you ready to be heartbroken (que inspirou um dos melhores singles do ano passado).
Era 1984, eu tinha 14 anos, e foi quase como uma revelação. A pop podia ser pop, e ser extasiante e fazer-nos levitar e sonhar acordados. Só por este álbum perfeito o Lloyd merece o paraíso.
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23:38
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11 setembro 2007
Roses for the Stones
Então o período entre 66 e 78, entre o primeiro álbum de originais (Aftermath) e o último verdadeiro grande disco que fizeram (Some girls) é impressionante em temos de relação quantidade/qualidade. Pouquíssimos artistas ou bandas tiveram um período tão longo de génio criativo, com tanta produção e uma qualidade relativamente uniforme. Assim de repente, vem-me à cabeça (além do Bowie, claro) o Nick Cave, os Sonic Youth, o Dylan e poucos mais. A maioria fica-se (nos melhores casos) por 3 ou 4 grandes discos, e eventualmente mais uma meia dúzia que não envergonha - e falo aqui de gente que me é tão cara como os Clash, os Echo, os Pavement, o Cohen ou os Tindersticks.10 : She's a rainbow
09: Beast of burden
08: Sympathy for the devil
07: Gimme shelter
06: Doo doo doo doo doo (heartbreaker)
05: Paint it, black
04: Honky tonk women
03: Tumbling dice
02: Moonlight mile
A minha preferida é uma que de vez em quando tenho que cantar ao Filipe, numa clara demonstração de como o rock pode ser pedagógico. Nos tempos em que fumava acendia sempre um cigarro quando ela começava, porque sabia que iam acabar ao mesmo tempo. E claro que quem viu o The big chill nunca mais se esquecerá que esta também era a canção preferida do Alex.
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08 setembro 2007
Quote of the day - The Flaming Stars / Bring me the rest of Alfredo Garcia
Bring out the dead, bring a bottle today,
bring out all your rubbish and throw it away
Something's missing and it stinks around here,
I said, bring me the rest of Alfredo Garcia
E porquê falar hoje desta trupe? Porque acabei há bocado de ver o grande, portentoso e brutal road-kill-movie de Sam Peckinpah, Bring me the head of Alfredo Garcia, a que os Flaming Stars roubaram (substituindo head por rest) o nome de um dos seus primeiros singles. Infelizmente não há clip dessa música, mas se quiserem ouvir outra para ficarem com um cheirinho, fáxavôr clicar aqui.
E tenham um bom fim de semana.
à(s)
01:07
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04 setembro 2007
Quote of the day - Adam Green / Emily
I just don't care about the evening news,
I never listen to the crackhouse blues
They say the city is the place to be
I wanna dance with Emily
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12:26
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03 setembro 2007
Murder takes the wheel of the Cadillac, and death climbs in the back
Quando a senhora morreu, tinha acabado há poucos dias os exames do curso que fiz em Londres nesse ano. A coisa deu-se numa noite de sábado, em que havia uma festa na minha residência. Uma vez que era o feliz proprietário de uma mini-aparelhagem e que nutria algum gosto pela função, punha muitas vezes música nestas festas; normalmente repartia a missão com um grego, cujo nome reparo que se me varreu da memória. Adiante. Nessa noite, como de costume, levei a minha mini-hi-fi e estive para aí até às 4 a animar o povo e a mim próprio. Quando me fui deitar aquilo ainda estava para durar, de modo que deixei a aparelhagem por lá com outrem nos comandos, e combinei que na manhã seguinte a ia lá buscar.
Por volta das 11h. bateram-me à porta do quarto. Eram duas colegas acompanhadas por um polícia. E fiquei a saber que na noite anterior dois tipos se tinham introduzido na festa, tinham conseguido ficar por lá despercebidos até toda a gente se ir deitar e tinham gamado as duas aparelhagens de serviço. Iam pela rua fora quando acharam que um carro da polícia estava a desconfiar deles, e vai daí resolveram tentar a fuga. Um conseguiu, o outro foi apanhado - felizmente o que levava a minha Aiwa.
Reparem que tudo isto ia sendo contado a alguém que tinha dormido pouco e bebido bastante na noite anterior, pelo que se compreende a minha estupefacção quando a meio do relato, estava eu a assinar uns papéis quaisquer, alguém mencionou que a pobre Diana tinha quinado. Devo ter feito uma expressão tão perplexa que o polícia se sentiu no dever de me esclarecer, e disse mais ou menos isto: "Oh, but don't worry Sir; it had nothing to do with the stealing of your stereo".
Hoje esta aparelhagem ainda está no escritório, embora pouco usada. Se ela falasse, o mundo saberia finalmente a verdade sobre o que se passou no tal túnel em Paris; mas isso é um segredo meu, dela, do polícia e do ladrão.
Agora, o que tem piada (dentro do género...) é que na noite anterior tinha passado a canção cujo clip vai aqui em baixo. Foi o Kostas, outro grego, que viu o disco na minha mala e me pediu para a passar, apesar de completamente fora da onda britpop/revival que normalmente animava a "pista". Naturalmente passei-a (e dancei-a) com gosto.
Ainda assim, há coisas do caraças.
à(s)
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