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18 fevereiro 2009

he gets away with it

Esta semana disputa-se em Portugal (Marco de Canaveses e Famalicão) a Champions Clerum, que é nada mais nada menos do que um campeonato europeu de FutSal destinado a padres. Cachucho, não é?
Pergunto-me se os árbitros também serão padres. E se nesse caso terão direito às mesmas compensações (materiais e, digamos... espirituais) com que o Sr. Howard King confessou à Bola ser presenteado quando veio apitar jogos do zbórdeng e dos lamps. Caso os nossos padres não ganhem o caneco espero para breve o Apito de Batina. E se os investigadores forem a dupla de estarolas Morgado & Costa, até pode ser que desta consigam apanhar o Papa. O Bento, não o Pinto.
Anyway, estas modernices clericais recordaram-me os Mansun e a golden age da britpop. Tempos de libertação, em que os padres já faziam strip e não se limitavam a usar fatos de bailarina.

09 fevereiro 2009

after the rain, whenever it is

Eu nem sou muito de me queixar da vida, nem do tempo, nem do caraças, mas este tempo já me começa realmente a irritar.
Procurando retirar alguma coisa de positivo, aqui fica uma bela canção para os dias de chuva de uma das bandas mais sub-estimadas da fornada pós-punk. Mereciam um lugar no pedestal ao lado dos Sound, Chameleons, Furs e Cª.
É aproveitar, que o clip traz brinde e ficam duas pelo preço de uma. Em tempo de crise é coisa rara.

Boa semana molhada para todos.

04 fevereiro 2009

higher astro-hell

Venho de tomar café com uma amiga, que pelo segundo dia consecutivo me diz que não ando com boa cara. Mas hoje desenvolveu a sua apreensão, e concluiu que deve ser por eu estar a atravessar o meu inferno astral. Ora eu, que ligo tanto à astrologia como ligo à missa de domingo, à Anatomia de Grey ou ao campeonato de futsal (zero), fiquei a saber que no mês anterior ao aniversário estamos portanto no respectivo inferno. A pessoa a pensar que ainda era ressaca da passagem de ano, e vai-se a ver é a conjugação de Saturno com o Sol, vezes a hora do nascimento, a dividir pelo ascendente de Sagitário menos a raíz quadrada lá do caraças.
E agora ponho-me a pensar: seria a isto que BigMac e os seus Coelhinhos se referiam neste clássico de 1983?

23 janeiro 2009

velvet fog

Esta manhã abri a janela e deparei com mais um dia de nevoeiro e chuva miudinha. Ando desde aí a assobiar esta canção tão jingle-jangle, mas bem mais amarga do que aquilo que parece à primeira vista.

Belle and Sebastian, Another sunny day (Live @ Lowlands, 2006)

Um bom fim de semana, independentemente das condições atmosféricas

You missed my eye, I wonder why, I didn't complain
You missed my eye, I wonder why, please do it again

19 janeiro 2009

o que é preciso...

...é fazer as coisas bem feitas. E se possível, fazê-las com groove.


The Go! Team, "Doing it right"

09 janeiro 2009

listen

Já não me lembrava de ver uma coisa destas aqui no Porto. Caiu mesmo, como acontece nos países civilizados. Agora é que o Sócrates não se vai cansar de citar o exemplo finlandês. Ou será que vamos entrar na bancarrota como a Islândia?
Galaxie 500 - Listen, the Snow Is Falling

(a menina que canta esta canção, mais o moço que toca bateria, vão estar no Passos Manuel de amanhã a uma semana. Na mesma noite e à mesma hora, estarei a ver os Fall na Casa da Música. Porque é que esta gente não se organiza, caraças?)

Um fim de semana branco para todos.

04 dezembro 2008

30 outubro 2008

Não deu para cansar

As moças têm pica e têm piada, o concerto foi bem catita, mas camandro... podiam ter tocado mais um bocadinho! Uma horinha, encore incluído? Nem o Iggy Pop em 91 foi tão forreta, e o Iggy é o Iggy. Ainda por cima sem Superafim. Para mais, o atraso da &%$#* do serviço do Icaraí (a churrasqueira em frente ao SdB) impediu-me de ver os X-Wife, que estavam sentados na mesa atrás de mim e tiveram que ir embora sem comer quando eu ainda esperava pelo bendito entrecosto. Raios me partam se para a próxima não vou ao McDonalds.
Foi bom mas soube a pouco, o entrecosto e o concerto. Para quem diz que music is my hot hot sex, dir-se-ia que as meninas andam com o síndrome da "falta de peso".

23 outubro 2008

Grande alegre coração

do you have to try to piss me off
'cause I'm easy to please?
Ontem ao jantar, uma boa amiga dizia (a propos da minha alegria por finalmente ir ver os Lemonheads) que eu sou "muito fácil de contentar". Talvez seja verdade, embora uma verdade que não deva ser exagerada. O facto é que estava a comer sushi acompanhado por três belas princesas. Pode um homem querer mais?
Pode.
Além da Liga dos Campeões, pode esperar que no concerto de sexta feira o nosso amigo Evan nos brinde com esta pequena pérola country, erradamente tida como um hino a estilos de vida outrora tidos como alternativos. Aliás, que nos brinde com esta e com pelo menos mais 35.

Nesta versão feita para passar na TV, a frase original é substituída à passagem dos 00.43' pela supostamente mais radiofónica "I don't need you to duck my sick". É extraordinária a facilidade com que a censura cai no ridículo e faz com que reparemos em coisas que até passariam despercebidas.

17 julho 2008

Interlude

Quem costumava passar por cá já reparou que desde há umas semanas que a C70 está praticamente parada. E o facto é que não tenho tido vontade nem paciência para me dedicar a este cantinho. E um blogue parado é como um vaso murcho. Não é nem deixa de ser. Quer dizer, está lá mas é como se não estivesse.
Vai daí, a C70 vai parar oficialmente, pelo menos durante uns tempos. Pode ser que depois do verão me regresse a vontade de falar sobre as coisas que aqui falava. Ou então não.
A todos os blogues amigos, a todos os amigos com blogues e a todos os amigos que fiz graças a este blogue, vamo-nos vendo por aí. Alguns se calhar já amanhã, outros se calhar no dia 1, outros talvez na Zambujeira... fiquem muito bem e não façam nada que eu não fizesse.
Ciao


13 junho 2008

who's the leader of the club that's made for you and me?

M-I-C
K-E-Y
M-O-U-S-E



off we go! até terça

16 maio 2008

something for the weekend

Avizinha-se um fim de semana preenchido de pequenos e grandes eventos. Começa esta noite em Famalicão, com um concerto daquele que foi o baixista, pianista, violinista e master weirdo da mais importante banda rock de todos os tempos, o génio musical por trás do tal álbum da banana. É verdade que a carreira a solo não prima pela regularidade, mas da última vez que o vi (em Serralves, lá pelos idos de 2000) estava numa forma irrepreensível. John Cale, galês, 66 anos. Just a visitor you see, so much wanting to be seen...





Amanhã, como já foi atempadamente anunciado, a C70 dá um saltinho a Miragaia para por som no Radio. Seria como de costume não fosse ser diferente, porque a noite vai estar centrada nos Joy Division e tudo aquilo que se lhes possa associar num critério muito amplo, dos Girls Against Boys aos primeiros discos dos Human League, passando pelos Love and Rockets ou inclusivamente pela própria Grace Jones.

No domingo vamos até Oeiras numa alegre romaria em Hi-ace, esperando assistir no respectivo estádio municipal à conquista de mais uma fruteira para exibir na hiper-congestionada sala de troféus do Tricampeão. Vamos jogar com um clube diferente e cheio de pedigree, e portanto espera-se um ambiente civilizado e a transbordar de fair-play. Como há uns anos, em que a coisa foi assim:


Divirtam-se, pessoal.

06 maio 2008

chegou!


a coisa mais desejada desde o Mundial de 2006. pelos pequenitos, claro. mas como dizia o Rei Eric, "my advice to you is..."

O período de trocas está oficialmente aberto. Nice!

05 maio 2008

I want to ride it where I like

O fim de semana prolongado foi cheio de eventos e cenas, e tal, e a C70 iniciou-o fazendo a rodagem do novo bólide na so-called Ecopista do Rio Minho, entre Monção e Valença. Tudo não passou, dirão os mal intencionados, de um pretexto mal amanhado para dar um saltinho a Espanha e comprar duas sacas de caramelos, daqueles mesmo bons. A verdade é que os 30 Kms foram superados com a galhardia de um Agostinho, direi mesmo de um Venceslau.
Infelizmente não me cruzei com o grupo excursionista que podem ver aqui em baixo, mas nem tudo pode ser perfeito.

15 abril 2008

Dá-lhe, Falâncio!

Há algum trempo que perdi definitivamente a pachorra para aquela seita demagógica de manifestantes apreciadores de sexo liberal, drogas váriadas, rastas, barretes de lã e adereços afins que se junta de cada vez que há uma reunião/cimeira da OMC, FMI, Banco Mundial ou UE. É certo que algumas destas instituições são um alvo privilegiado de críticas, mas há aqui duas coisas que me irritam: por um lado o problema não são as instituições, mas quem as compõe; por outro, tenho a convicção firme que a esmagadora maioria dos manifestantes não sabe muito bem porque lá está. Ou melhor, saber até sabe: sexo liberal e drogas variadas. E reparem - pessoalmente não tenho nada contra quem aprecie uma coisa ou outra, apesar de dispensar a segunda. O que me irrita é que a dívida do 3º mundo, os transgénicos, a guerra no Iraque e mais o raio que os parta sirva de pretexto para os (mais do que legítimos) charros e pinocadas.
Tudo isto a propósito de quê? De eu estar, como de costume, à volta de uns textos sobre a OMC e me ter lembrado de uma espécie de super-band que há uns anos o Krist Novoselic (ex-Nirvana), o Jello Biafra (ex-Dead Kennedys) e mais uns quantos músicos pro-activos se lembraram de fazer e que, sintomaticamente, se chamava The No-WTO Combo. Tanto quanto sei só lançaram um EP ao vivo, não menos sintomaticamente intitulado Live from the Battle in Seattle. A avaliar pelos títulos os temas incluídos devem ser catitas: Full metal jackoff, New feudalism e (LOL) Let's kill the landlord. A que está aqui em baixo chama-se Electronic Plantation. É só rir.


14 abril 2008

Cristina, não vais levar a mal

Sem inspiração nem tempo para pensar para grandes tretas mas com vontade de desejar uma boa semana ao vasto auditório C70, aqui fica uma cançãozita que hoje, pela fresca da manhã, me fez companhia no ginásio. A banda da moça (que não sendo propriamente muito bonita, fica muito bem em capas de cds) casada com o moço que vai estar cá no Porto no próximo dia 3, e que eu não vou ver. Azarinho...
Boa semana.

08 abril 2008

Eye to eye stand winners and losers

A primeira não dói muito,

a segunda já os faz pensar,


à terceira ficam de joelhos.
Em semana de festa rija a C70 recorda os tempos em que bandas alemãs com vocalistas com cara de periquito enchiam as pistas de dança, o que devia ser porreiro para quem ia a discotecas no Verão de 85. Entre o 9º e o 10º ano.
Chiça, já lá vai algum tempo...


31 março 2008

bandeiras ao vento

Em dia propício ao hasteamento de bandeiras, e antecipando o grande surto de bandeiras ao vento que é esperado no próximo sábado a partir das 20.45h no mais belo estádio do mundo, a C-70 deixa aqui uma amostra daquele que é, para já, o seu disco preferido da colheita de 2008. Mais ou menos como se os Arcade Fire soassem um bocadinho a Sound ou a Psychedelic Furs.



Boa semana, gente boa.

11 março 2008

dúvida teológica

Sendo certo (ou pelo menos nunca formalmente desmentido) que a religião é o ópio do povo, ir à missa deve ser equiparado a consumir drogas. Ora, de acordo com a nova lista de pecados capitais, pensem lá para onde vão todos os crentes quando se passarem para o além?
Cheira-me vão fazer companhia ao papa papa papa papa papa papa-san.

go straight to hell, boys.
só os ateus é que se safam. Yessssssssssss!!!

14 janeiro 2008

A aposta da semana

A coisa é simples: anteontem alguém insistiu comigo em como uma vez viu os Placebo a fazer a primeira parte de um concerto dos Tindersticks, aqui no Porto. Ora, toda a gente sabe que isso é impossível, por razões que nem vale a pena explicar. O problema é que para ganhar o jantar a que tenho direito (sim, a pessoa em causa quis apostar um jantar) tenho que fazer a prova de um facto negativo. E se provar que certa coisa se deu nem sempre é fácil, a provar que não se deu é o caraças.
Daí que solicite ao culto e informado auditório da C-70 que confirme a impossibilidade, para lá da brutal inverosimilhança, da tese sustentada pela parte contrária. E que confirmem que Molko e Staples nunca pisaram na mesma noite o mesmo palco na Imbicta.
Talk to me, people.

Bolas, fazer noise e distorção com uma orquestra de cordas não é para todos!