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19 janeiro 2009

Polly-insaturados

Eis uma pausa para lanche que se revelou melhor do que a encomenda: acabo de descobrir que
a nossa querida Polly Jean vem ao Porto.
É no dia 2 de Maio, na CdM, e vem acompanhada do cavalheiro John Parish. Querem confirmar? Vão aqui.
No fim de Março é editado A woman a man walked by, o segundo disco da dupla. O filho único do casal é, por enquanto, o excelso e injustamente esquecido Dance Hall at Louse Point, de 1996 - isto apesar de Parish ser um colaborador assíduo dos últimos albuns de PJ Harvey (tendo até co-produzido White Chalk, melhor álbum de 2007 aqui na C-70 ).
Recordemos aquele disco e um dos seus melhores momentos: a recriação, pela nossa Deusa, de Is that all there is, o clássico de Leiber & Stoller originalmente gravado por Peggy Lee.


15 dezembro 2008

Dukes e Reyes

Nesta altura do ano as conversas acabam por ir parar quase sempre ao mesmo sítio: "está um frio que não se pode ter nada de fora"; "o subsídio de natal já se foi"; o clássico "como de costume o benfica já está a levar no canastro"; ou o clássico dos clássicos "então quais são os discos do ano?"

A lista C70 dos melhores de 2008 está em maturação, e tenho-me aprecebido de alguns bons discos a que não dei a devida atenção, e cuja audição cuidada terá que ficar para outras calendas. As listas das revistas e blogues mais considerados pela administração deste tasco já andam por aí, e tenho visto nos lugares cimeiros discos que não me tocaram particularmente: o novo dos Portishead, Fleet Foxes, MGMT, Cut Copy, The Bug, Bon Iver... gostei mais de uns do que de outros, mas nenhum destes estará no meu top.
Quem vai estar no meu top5 são estes meninos, que editaram em 2008 um disco do caraças e que tem passado ao lado das listas. Direi mesmo que é dos melhores discos de rock lançados por uma banda britânica nos últimos anos: Neptune, dos Duke Spirit. Estranhamente nunca tinha falado deles aqui, apesar de os seguir já há bastante tempo e de me deliciar com este disco desde que saiu.
A melhor descrição que consigo arranjar para a música dos Duke Spirit é a de uma espécie de Gun Club menos viscerais liderados por uma Bjork loira, que contrariamente a esse badejo islandês não tem a mania que sabe fazer habilidades com a voz. E toca pandeireta, coisa que como se sabe deixa imediatamente qualquer gajo desorientado.
Mas adiante: os Duke Spirit andam mais ou menos na mesma onda dos Sons and Daughters ou dos Kills, bandas que também lançaram este ano discos muitíssimos recomendáveis. Infelizmente ainda não estiveram cá por Portugal a dar um ar da sua graça, mas vamos ter esperança que isso não demore - Kraak, fico à espera que cumpras a promessa.
Fiquem com este Lassoo, um single potentíssimo.


21 outubro 2008

Já era tempo

A C70 regressa ao cumbíbio com os seus amigos depois de 3 meses de molho.
Hip hip hip, hurrah!



Deu-me uma vontade súbita de contar ao vasto auditório que na sexta-feira vou a Lx ver os Lemonheads, uma das minhas bandas de culto. Nunca se sabe bem em que prateleira das casas de discos podem estar estes moços, porque fazem rock mas que é completamente pop, e porque não são uma banda "alternativa" mas também estão longe de fazer pop mainstream. São uma das bandas mais cool dos anos 90, liderados por um dos cantores mais carismáticos dos últimos anos e que têm pelo menos três grandes discos e duas dúzias de excelentes canções.
Já agora, neste clip aparece uma mocinha que alguns anos depois se viria a tornar uma das mulheres mais desejadas do mundo. E eu aposto que vocês não a reconhecem sem fazer batota.

05 maio 2008

I want to ride it where I like

O fim de semana prolongado foi cheio de eventos e cenas, e tal, e a C70 iniciou-o fazendo a rodagem do novo bólide na so-called Ecopista do Rio Minho, entre Monção e Valença. Tudo não passou, dirão os mal intencionados, de um pretexto mal amanhado para dar um saltinho a Espanha e comprar duas sacas de caramelos, daqueles mesmo bons. A verdade é que os 30 Kms foram superados com a galhardia de um Agostinho, direi mesmo de um Venceslau.
Infelizmente não me cruzei com o grupo excursionista que podem ver aqui em baixo, mas nem tudo pode ser perfeito.

01 maio 2008

Harveys of the world, unite!

A C70, paladina dos direitos dos assalariados, da luta contra o grande capital e (acima de tudo) da unidade sindical, celebra o dia de hoje entoando o hino composto pela bela camarada Polly Jean em homenagem a todos os trabalhadores por conta de outrém.

14 abril 2008

Cristina, não vais levar a mal

Sem inspiração nem tempo para pensar para grandes tretas mas com vontade de desejar uma boa semana ao vasto auditório C70, aqui fica uma cançãozita que hoje, pela fresca da manhã, me fez companhia no ginásio. A banda da moça (que não sendo propriamente muito bonita, fica muito bem em capas de cds) casada com o moço que vai estar cá no Porto no próximo dia 3, e que eu não vou ver. Azarinho...
Boa semana.

04 abril 2008

sweet and tender riot grrls

Desde ontem que ando a ouvir no carro uma colectânea das Shangri-Las. Sempre gostei de girl-groups, e estas meninas eram muito boas (muito boas artistas, quero eu dizer). Conseguiam imprimir às canções para teenagers um cunho dramático fora do comum, pelo tom com que cantavam, pelos diálogos e interjeições que metiam no meio das canções e pelas temáticas recorentes de amores desfeitos, adolescentes em fuga e motards rebeldes marcados pelo destino. Confirmem com aquela que é talvez a sua melhor e mais conhecida canção:



E agora ouçam mais esta, e digam lá: que duas grandes bandas nova-iorquinas (uma dos 70's, outra mais recente) vieram roubar umas deixas ao princípio e fim desta canção? Um pacote de farinha Branca de Neve, especial para bolos, a quem responder.



E um bom fim de semana.

03 abril 2008

à distância de uma auto-estrada


Depois dos Rakes, o bando das loiraças compridas e muito agradáveis à vista e ao ouvido tembém se junta à seita do Sr. Gillespie na primeira noite de Agosto, lá para o alto minho. Vai ser sempre a rockenrollar, como dizia o outro.

E por falar nesse (no "outro"), parece que no "quem quer ser milionário" de ontem perguntaram como se chama o vocalista da banda Mão Morta, sendo as hipóteses
a) adolfo luxuria canibal
b) alberto lamuria animal
c) antónio lémur castiçal
d) adérito murmúrio visceral
O concorrente não sabia, o que não é nada de mais. Há tempos assisti a um debate no Ateneu Comercial do Porto (sobre o futuro da indústria musical, a internet, os downloads ilegais e patati patata) em que o ilustre presidente da mesa se dirigiu ao Adolfo, sucessivamente e sem estar a brincar, como "Dr. Alfredo" e (muito melhor!!) "Dr. Luxúria". Era caso para lhe perguntar: oub'lá, qu'andas a fazer?


21 fevereiro 2008

"I haven't fucked much with the past,

but I've fucked plenty with the future."

Hoje de manhã vim no carro a ouvir o Easter, que está para fazer 30 anos. Pode-se gostar mais ou menos da música e do estilo, mas não se pode negar que esta gaja os tinha no sítio.
Desgraçadamente o rock é 90% feito por gajos. Fazem falta mais rock'n roll chicks como a Patti e a Polly.

Look around you, all around you, riding on a copper wave
Do you like the world around you, are you ready to behave?

13 fevereiro 2008

o bolo em cima da cereja

Já se sabia que a menina que aqui em baixo canta (pronto, QUASE que canta) uma das melhores canções dos 80's com uma das melhores bandas dos 80's tinha resolvido gravar um disco. Ficamos agora a saber que não é nada pêca a escolher as companhias. Ora vejam lá.
Assim também eu faço discos, ora porra. E mais, sou gajo e sou feio.

Não é fixe a maneira como ela diz "háááánnyyy"? Lá está, ele há gente a quem tudo se permite e fica bem.

30 janeiro 2008

I know her, pt. 2

Aproveitando a embalagem do post de ontem, estive a ouvir o King. É um disco do caraças, mais um da tal safra de 95. Tem o Seal my fate, talvez a melhor canção que a nossa sereia Tanya assinou, mas tem mais umas quantas pérolas indie-pop. Ficam umas amostras como pretexto para acompanhar a foto aqui ao lado.
Belly - Seal my fate

Belly - Untitled and unsung
Belly - Super-connected

29 janeiro 2008

I know her

Nunca fui grande fã dos Throwing Muses, apesar de se dizer que foram muito importantes na criação da cena de Boston, e que sem eles não havia Pixies, e tal e coiso e patati patata. A Kristin Hersh é uma seca, e como a banda era dela a banda era uma seca.
Já quanto à menina que se apresenta à nossa direita, e que ainda é meia-irmã da seca, merece-nos (por razões que julgo ser escusado explicar) todo o respeito e admiração. A Tanya é fixe, seja a solo, com os Muses, com as Breeders ou com as Belly. Foi ela que escreveu e é ela que canta esta pequena preciosidade 120% pop.
É um amor de moça, não é?

Throwing Muses - Not too soon


23 janeiro 2008

I don't understand how the last card is played, but...

...somehow the vital connection is made

Vê-se que esta gaja teve boa escola.

21 janeiro 2008

this is what we waited for

Parece que se abriu a gaiola.
Depois do super concerto dos Go! Team anteontem, os próximos meses são de uma agitação inusitada por estas bandas, com a actividade repartida pela Imbicta, o Minho e as rias galegas. De repente anunciam-se Raveonettes, Pere Ubu, Nada Surf, Portishead, John Cale a mais o caraças. E é complicado, porque às tantas a pessoa já não consegue acompanhar.
Ou como dizia a outra,

this is it boys, this is war
Boa semana pra todos.

09 janeiro 2008

are you ready, boots?

start walking


16 dezembro 2007

sei que era um vestido curtinho aos folhos, e que esvoaçava bastante, e do resto não me lembra muito bem

ontem tive a sorte de acabar por ir ao sá da bandeira, depois de muitas hesitações. bilhete a 15€, cerveja a 1€. os Tunng, de quem nunca tinha ouvido falar, fizeram uma excelente 1ª parte algures entre the mamas and papas, nick drake e múm. e depois os Sons & Daughters deram um concerto do caraças, e quero dizer mesmo DO CARAÇAS. grandes canções, grande presença, muito estilo. e a baixista mais sexy que alguma vez vi pisar um palco, e acreditem que já vi muitas baixistas pisar palcos apesar de nunca ter visto baixistas pisar uvas. a menina tinha um vestido / mini saia de folhos amarelos que ai meu deus meu deus meu deus segurem-me que eu salto lá para dentro e depois quero ver como é que é, e quem me leva ao hospital se os seguranças me partirem as costelas e me atirarem para o meio da rua que nem um cão, isto se não me derem um tiro que me deixam logo ali estendido, que da forma que as coisas andam é o mais certo.
isto tudo na companhia de alguns grandes camaradas de luta (como este, este, este e este). bela noite.
melhor do que isto, nem sei. só se ainda por cima o FCP ganhasse e os lamps perdessem e ficassem, sei lá, aí a uns 10 pontos.

01 novembro 2007

Quote of the day - Tom Waits / Downtown train

You wave your hand and they scatter like crows
they have nothing that will ever capture your heart
they're just thorns without the rose
be careful of them in the dark
oh, if I was the one
you chose to be your only one,
oh baby, can't you hear me now



Hoje revi o filme em que este homem faz de Benny, o dono do café dos bilhares.

Em que há peixes vermelhos e azuis.


Em que a Diane Lane parece que vai explodir de tão bonita e sensual e fantástica e sei lá bem o que mais.


Um filme que me deixou abananado quando tinha os meus 16 ou 17 anos. Acho que o vi no Stop.
Cortesia do Cineclube lá da casa. Os agradecimentos à direcção :)

30 setembro 2007

Quentes e boas: M.I.A / Kala

Não tinha ficado muito entusiasmado com Bird Flu, o single de apresentação do novo disco de Maya Arulpragasam, a cingalesa filha de um Tigre Tamil, refugiada em Londres e que assina os discos como M.I.A. Mas para além de ter reavaliado o dito cujo, que se revelou uma canção bem mais contagiante do que parecia à primeira vista, a audição de Kala, o novo disco da menina, deixou-me abananado. E ela avisa na faixa de abertura: "M.I.A. is coming back with power-power!"
Não sou, declaradamente, um grande apreciador das produções mais dançáveis, nem de exageros de fusões etno-pop. Mas esta mistura de ritmos afro-hindi-brasileiros com umas pitadas de rock e de rap é irresistível em qualquer pista de dança (sendo que a cozinha entra no meu conceito, bastante amplo, de pista de dança). Com uma paleta de sons bem mais diversificada do que o excepcional Arular (um dos meus discos preferidos de 2005), este disco não vai com certeza desiludir quem já tinha gostado dessa estreia brilhante, e ainda é bem capaz de arrebanhar mais ovelhas para a causa. De resto, as apreciações à actuação em Coura foram mais do que positivas.
Uma última nota, nada secundária, tem a ver com as inesperadas e surpreendentes referências/colagens a gente tão ilustre como Jonathan Richman, os Pixies, os New Order e os Clash, traduzidas nas citações de Roadrunner e Where is my mind e na samplagem de Blue Monday e Straight to hell. E esta, hein?
8,5/10

19 julho 2007

Quote of the day - Nosoträsh / Gloria

Bailar por este pasillo que está tan frío,
mezclar chocolate y leche para un batido,
pegar saltos en la cama, mejor si es acompañada,
acostarme los domingos ya muy de madrugada.



Já sabem que tenho um fraquinho por bandas de gajas, de preferência daquelas com 100% de gajas, e ainda mais de preferência com um som a puxar ao retro. Ora isto é muitíssimo aborrecido, porque há cada vez menos bandas destas.
Daí que seja, de há muito tempo, um grande apreciador desta trupe de nuestras hermanas asturianas. Não são uma banda que vá mudar, e provavelmente nem sequer ficar para, a história da pop, mas são extremamente simpáticas e fazem-me muito boa companhia. Ainda por cima têm um nome bestial. Gostava de lhes oferecer um caramelo, daqueles bons. E um gomo daquelas tangerinas cobertas de açucar. Elas merecem, são umas queridas. Digam lá que não depois de ouvirem uma coisa tão uplifting...

10 maio 2007

Especial Guilherme

A Grande Família C70 não pára, e hoje nasce a C07. Dentro de algumas horas, se tudo correr bem, vai nascer o Guilherme. O Guilherme é filho do João e da Isabel. O João é meu sobrinho. O Guilherme será o meu quarto sobrinho-neto.
Como diz a Polly Jean, c'mon, Billy. Salta cá para fora porque há muito para fazer nesta vida. Bem vindo!!