tenho para mim que as circunstâncias da morte de Gram Parsons (com 27 anos, de overdose e no meio do deserto) são a principal causa do culto que lhe é dedicado, e que provavelmente a sua obra não justifica. além de que quem usa um fato branco às flores tem muito que explicar. mas pronto, isto é apenas a minha opinião.
seja como for, e para além de ter sido um dos responsáveis por essa coisa híbrida a que se resolveu chamar country-rock (e que desde então tem proporcionado ao mundo algumas pérolas no meio de muito, muito lixo) deixou-nos meia dúzia de grandes canções. acima de todas, uma canção verdadeiramente soberba, chamada "a song for you", que aplica ao country o princípio que pouco depois os ramones aplicariam ao rock: dois acordes e uma melodia podem ser suficientes.
Gram Parsons - A Song for You
A propósito de gente sobrevalorizada, os Whiskeytown e o inefável Ryan Adams têm uma versãozita sofrível desta maravilha. Também cá fica, para não dizerem que aqui não reina a democracia.
Whiskeytown - A Song For You
(este post pretende ser o primeiro de mais uma das efémeras rubricas que a C70 vai tendo e deixando de ter; como o próprio nome indica, a dita cuja será dedicada a cenas aparentadas, mais de perto ou mais de longe, com a country... whatever it means)
Para contrariar um bocadinho o tom amargo do post de ontem aqui fica a primeira coisa que ouvi em 2008, cortesia de Messieur Richard S. Um bom prenúncio, além de uma canção do caraças (ainda assim continuo a dizer que prefiro a versão dos FF).
Desejo a todos os meus amigos um fim de semana em cheio. Have fun!
Confesso que este ano não estou com grande pachorra para fazer a minha lista dos melhores de 07. Mas um gajo tem que estar à altura das suas obrigações. E o proprietário de um blog em que se fala sobretudo de música tem essa obrigação. Como não estou para pensar muito, este ano só ponho por ordem os 5 mais. Aí vão eles.
5º
4º
3º
2º
E a 1ª dama do ano, a quem todos deveríamos beijar os pés
Outros 10 grandes discos de 2007, por ordem alfabética:
Beirut - The Flying club cup Bloc Party - A weekend in the city Blonde Redhead - 23 Grinderman - Grinderman Jens Leckman - Night falls over Kortedala Mark Ronson - Version Radiohead - In Rainbows The Go! Team - Proof of youth The National - Boxer Thurston Moore - Trees outside the academy
Melhor canção do ano: Interpol - Pioneer to the falls Disco mais injustiçado: Bloc Party - A weekend in the city Disco mais sobrevalorizado: FucKlaxons - Myths of the near future Promessas do ano: The Teenagers, Bat for Lashes, St. Vincent, The Horrors Desilusão do ano: White Stripes
Como prendinha de ano novo aqui fica a canção que abre aquele que foi o meu disco do ano em 2002 (ano em que, aliás, a concorrência foi brutal!), e que me tem feito muita e boa companhia nos últimos tempos. Só espero que a mensagem se aplique a todos nós. Let the golden age begin, folks! Um grande 2008 para todos.
The passage of time is flicking dimly upon the screen I cant see the lines I used to think I could read between perhaps my brains have turned to sand, oh me oh my, I think its been an eternity you'd be surprised at my degree of uncertainty how can moments go so slow... several times I've seen the evening slide away watching the signs taking over from the fading day perhaps my brains are old and scrambled, several times I've seen the evening slide away (who would believe what a poor set of eyes can show you) watching the signs taking over from the fading day (who would believe what an innocent voice could do) changing water into wine, (never a silence always a face at the door) several times I've seen the evening slide away (who would believe what a poor set of ears can tell you) watching the signs taking over from the fading day (who would believe what a weak pair of hands can do) putting grapes back on the vine (never a silence always a foot in the door)
Brian Eno - Golden Hours
este ano não há canções de natal na C70. só mesmo se for esta.
mas desejo a todos e cada um de vocês, que por aqui passam de vez em quando, o melhor de todos os natais.
Fora de jogo posicional: de acordo com a Lei XI do jogo da bola, está nesta situação o futebolista que, muito embora tenha entre si e a linha de golo apenas um defensor da equipa adversária, não pode participar na manobra atacante em virtude da sua deficiente colocação no terreno. O juíz de campo deverá ignorá-lo e deixar prosseguir a jogada.
ontem tive a sorte de acabar por ir ao sá da bandeira, depois de muitas hesitações. bilhete a 15€, cerveja a 1€. os Tunng, de quem nunca tinha ouvido falar, fizeram uma excelente 1ª parte algures entre the mamas and papas, nick drake e múm. e depois os Sons & Daughters deram um concerto do caraças, e quero dizer mesmo DO CARAÇAS. grandes canções, grande presença, muito estilo. e a baixista mais sexy que alguma vez vi pisar um palco, e acreditem que já vi muitas baixistas pisar palcos apesar de nunca ter visto baixistas pisar uvas. a menina tinha um vestido / mini saia de folhos amarelos que ai meu deus meu deus meu deus segurem-me que eu salto lá para dentro e depois quero ver como é que é, e quem me leva ao hospital se os seguranças me partirem as costelas e me atirarem para o meio da rua que nem um cão, isto se não me derem um tiro que me deixam logo ali estendido, que da forma que as coisas andam é o mais certo. isto tudo na companhia de alguns grandes camaradas de luta (como este, este, este e este). bela noite. melhor do que isto, nem sei. só se ainda por cima o FCP ganhasse e os lamps perdessem e ficassem, sei lá, aí a uns 10 pontos.
Respondendo ao desafio que o Olavo me lançou, aqui vão 5-películas-5 em que a excelência da música é indissociável da excelência do resto. Os que aqui estão foram os primeiros de que me lembrei, e portanto é claro que há 1001 filmes que podiam estar em lugar destres 5... so what?
E como pelos vistos tenho que passar o desafio a 5 pessoas, elas são, pelas mais variadas razões ou por razões absolutamente nenhumas, o Sr.Esteves, a verde (a tal que como toda a gente sabe, tem ar de quem gosta de musicais), a rtp, o reinaldo correia e a xana. Digam lá de vossa justiça.
jelly on your shoulder. do what you fear most. what makes your eyes moist. red pajamas. no kinds of love are better than others. lou, lou, lou, you kinky bastard.
é fácil chamar-lhe arena-rocker, redneck, básico, grunho e tudo o mais. este homem escreveu uma das maiores canções rock de todos os tempos e um dos poemas rock mais arrebatadores de sempre. o resto é treta. desde a semana passada que a wendy não sai do meu auto-rádio.
Foi belo o fim de semana na cidade em que tudo acontece. Um concerto para mais tarde recordar da minha banda de estimação desde a pré-adolescência (quando tiver PC em casa hei-de postar algumas fotos), notícias fresquinhas chegadas via SMS do que se ia pasando no galinheiro da 2ª circular, alojamento à borlex na parte mais posh da cidade, estar com amigos que não via há meses e há anos, beber umas quantas pints, dar um salto à Tate Modern, comprar livros, DVDs e singles 7" na feira de Spitalfields e em lojas de segunda mão, comprar livros caros e pesados encomendados por amigos chatos, e no fim de tudo quase perder o avião graças ao excesso de zelo dos funcionários de Stansted. Estafante mas restaurador.
Aí vai um dos 7" que arranjei na feira por 2£. Uma das minhas top-3 songs de uma das minhas top-10 bands.
Get around town Get around town Where the people look good Where the music is loud Get around town No need to stand proud Add your voice to the sound of the crowd
Amanhã vou ouvir isto aqui :-))))))))))))))))))))))))))))))
I watch the ripples change their size but never leave the stream of warm impermanence, and so the days float through my eyes but still the days seem the same
but hey now you rock'n roller, pretty soon now you're gonna
É tipo perto do centro mas lá para o fundo, sobre a esquerda quem está de frente para os Paços do Concelho, entre isto
e isto precisamente por cima disto
(aparte que não tem nada a ver com o teor deste post: repararam como a Suzanne Vega, normalmente um bocadinho desensabida, está estupidamente bonita neste clip?)
Ora digam lá o que têm em comum os Run-DMC, os Dexy's Midnight Runners, os Duran Duran, os Smiths, os Dead or Alive, os New Order, o Matt Bianco, os Love and Rockets, os GNR, os Human League, as Bangles, os Soft Cell, os Cocteau Twins, os Waterboys, os Bow Wow Wow, os Heróis do Mar, os A-ha, os Secret Service, os Cult, os Transvision Vamp, os Blow Monkeys, os Felt, os Depeche Mode, os REM, a Kim Wilde, os Primitives, o Terence Trent d'Arby, os Resentidos, os Propaganda, os Go Betweens, os FGTH, os Carmel, os Aztec Camera, os A Flock of Seagulls, o Billy Ocean, os Classix Nouveaux, os Visage, a Sabrina, os La Bionda, os Curiosity Killed the Cat, os Toto, os Sisters of Mercy, os Pet Shop Boys, os Bauhaus, o Silver Pozzolli, os Rah Band, os Talking Heads, os OMD, os Pogues, os Violent Femmes, os Cutting Crew, os Kajagoogoo, os X-Mal Deutschland, o Michael Jackson, o António Variações, os Cure, os Triffids, os Survivor, os Guns'n Roses, os Bros, a Mel e a Kim, os Joy Division, os Mler Ife Dada, os Psychedelic Furs, os Flash and the Pan, os Alphaville, as Bananarama, os Style Council, a Samantha Fox e os Fra Lippo Lippi?
E quem caraças é que quer saber dos Fra Lipo Lippi para alguma coisa?
No próximo sábado festa I love 80's no Radio Bar
Este vosso criado, acompanhado pelo infame, nefasto e altamente inflamável Mr. SeXXXyLove, estará lá para vos dar todas as careless memories a que têm direito para que se sintam like a child again. Se forem absolute beginners nestas coisas, saibam que vão dançar all night long até when tomorrow comes. Walk this way, e nada de relax até chegarem ao edge of heaven. Ou no dia seguinte vão perceber que a vida should't have to be like that.
Agora que consegui meter os Fra Lipo Lippi e a coisa está suficientemente parva, posso acabar. Com um docinho, claro.
Ontem estive no Coliseu de Lx a ver os Interpol. Uma ida que por uma série de razões acabou por se revelar mais atribulada do que o esperado, o que com toda certeza modificou o meu estado de espírito para este concerto. Com muita pena minha, pouco vi da actuação dos Blonde Redhead, mas o pouco que vi mostrou uma banda completamente no domínio do palco e do público. Surpreendeu-me a adesão incondicional dos espectadores que enchiam o Coliseu, não aos encantos de Kazu Makino (esses são consensuais, como se pode constatar aqui) mas à sonoridade não muito imediata, algures entre o shoegaze e a chanson, desta excelente banda. Quanto aos Interpol, o concerto não foi de forma alguma uma surpresa. As versões apresentadas em palco foram quase decalcadas das que conhecemos dos três álbuns, com a excepção da gloriosa Stella was a diver, que após uns momentos de aparente improviso se fundiu com PDA, tema que fechou o único encore. A setlist repartiu o protagonismo entre Antics e Our love to admire, o primeiro com seis canções e o segundo com sete. Mas foi notória a preferência do público pelos temas mais conhecidos de Antics. Narc, Evil, Slow hands e C'mere foram provavelmente os momentos com mais adesão da plateia. Houve até um momento engraçado em que o público se antecipou a Paul Banks no início de Evil, e este (não sei se genuinamente surpreendido ou a fazer de conta) lhes pediu que cantassem mais um pouco antes de ele próprio começar a invocar a misteriosa Rosemary. Um dos melhores momentos da noite foi a magnífica Not even jail, que fechou o set. A banda regressaria pouco depois para tocar um fabuloso Take you on a cruise e as duas canções já mencionadas do álbum de estreia (de que já se tinham ouvido Say hello to the angels e Obstacle 1). A única escolha que me pareceu desenquadrada foi a inclusão no set principal da belíssima The lighthouse, que teria ficado melhor a abrir ou fechar o encore. Como sempre acontece, houve 2 ou 3 canções que tive pena de não ouvir: Roland, Length of love, Pace is the trick, e sobretudo aquela coisa sobre-excelente cujo clip podem ver aqui mais abaixo. A prestação musical dos cinco elementos em palco foi irrepreensível. A pedra angular do "som Interpol" é, na minha opinião, a percussão económica e matemática de Sam Fogarino. Não há uma batida a mais, uma batida desnecessária e muito menos uma batida fora do sítio. Daniel Kessler, para além de ser também ele um guitarrista magnífico, é o elemento mais cool e mais comunicativo. E Paul Banks canta mesmo muito, muito bem. Infelizmente não deu para depois do concerto ir beber uns copos com velhos e novos amigos que lá estavam. Mas conheci finalmente o meu blogmate m.a. e vi muita gente conhecida (algumas caras bem mais inesperadas do que outras...). Quase diria, mais do que vejo da maior parte das vezes que saio à noite no Porto...
Afinal a coisa não é tão simples como parece, quando não se usa directamente o SkreemR. Enquanto vou fazendo experiências, aqui vão mais duas: primeiro a tal versão dos Abba pelos Czars. Depois uma versão dos Pretenders pelos Suede, que aqui há tempos alguns camaradas disseram não conhecer. Cheerio.
You wave your hand and they scatter like crows they have nothing that will ever capture your heart they're just thorns without the rose be careful of them in the dark oh, if I was the one you chose to be your only one, oh baby, can't you hear me now
Hoje revi o filme em que este homem faz de Benny, o dono do café dos bilhares.
Em que há peixes vermelhos e azuis.
Em que a Diane Lane parece que vai explodir de tão bonita e sensual e fantástica e sei lá bem o que mais.
Um filme que me deixou abananado quando tinha os meus 16 ou 17 anos. Acho que o vi no Stop. Cortesia do Cineclube lá da casa. Os agradecimentos à direcção :)
Hoje tive uma prenda linda:uma freira Playmobil. Com terço ao pescoço, Bíblia na mão e tudo. Por acaso devo confessar que a coisa não era para mim. Mas gostei tanto que acabou por ser. E de qualquer forma o Filipe não a iria apreciar devidamente (espero eu).
Já andei à procura a ver se havia padres, cardeais e outros dignatários do Altíssimo. Ocorreram-me várias instalações e formas de interacção. Mas parece que não há. O mais aproximado que vi foram os Reis Magos.
E nada mais tendo a dizer, passo a palavra ao Sr. Cohen. De freiras percebe ele.
As más companhias são tramadas. Desafiam-nos para serões dançantes a meio da semana, precedidos de belas francesinhas servidas em palacetes faraónicos. Servem-nos gins tónicos, enchem-nos o copo de vinho e em vez de café trazem-nos cerveja atrás de cerveja.
Ontem fui à noite remember do Batô (como se qualquer outra noite no Batô não fosse remember), acompanhado de duas más companhias que provavelmente ficaram na xona até tarde. Hoje estou cheio de sono, mas foi catita. Voilá um dos momentos altos.
Já não me lembro da última vez que fui à Indústria, mas já foi seguramente há mais de 10 anos. Esta sexta há um belo pretexto para regressar: concerto dos whomadewhoseguido de DJ-set do Legendary Tigerman. Parece belo.
Hoje o Filipe aprendeu a estalar os dedos. E agora à noite, em vez de eu lhe contar uma história, foi ele que me contou a mim. Ora, pelo meio da história o Mickey e amigos foram dar a um sítio onde estava uma banda a tocar. Perguntei que musicas se tocavam e ele respondeu: "músicas do Bowie, claro". E cantou uma música acompanhada de estalos de dedos. Falando em estalos de dedos, que canção vos ocorre? Será...
Hey, been trying to meet you Hey, must be a devil between us, or whores in my head, whores at my door, whores in my bed, But hey, where have you been? If you go I will surely die We're cha-ained, we're cha-aiiined, we're cha-a-aaiiiined
Quantas e quantas noites de bailarico não terminaram com esta pequena maravilha, cortesia da trupe de elfos urrantes...
She looks like the real thing, She tastes like the real thing, My fake plastic love But I can't help the feeling I could blow through the ceiling If I just turn and run It wears her out... If I could be who you wanted all the time
Canções perfeitas como esta calham bem em dias de neura como este. "Blow though the ceiling? Gee, that's a jolly good idea!"
Apesar de haver quem os ache um bocado mariquinhas, os Nada Surf são uma das minhas bandas preferidas destes últimos 10 anos. Estranhamente ou talvez não, por cá só tiveram uma música de relativo sucesso, o na altura omnipresente Popular, saído do seu álbum mais fraco. Os 3º e 4º álbuns desta rapaziada são um verdadeiro compêndio de indie/college rock. Têm canções quase perfeitas do princípio ao fim, sem pontos baixos, com letras excelentes e uma economia de meios notável. Algumas entram melhor no ouvido à primeira audição, outras demoram mais um bocadinho, mas são verdadeiramente vintage pop-rock. Daí que a minha expectativa para o 5º álbum seja enorme. E daí este post: é que o site da banda informa que ele está para chegar, tal como na canção do Roberto Carlos. Chama-se Lucky, parece que tem 11 faixas e sai em Fevereiro (claro que com sorte e alguma perseverança, se calhar até chega antes.) Se quiserem ouvir a faixa de apresentação, está disponível no MySpace da banda. Enquanto não chega, vão matando saudades de como se escreve grandes canções: Inside of love (do magnífico Let Go) e Always love (do esplêndido The weight is a gift). E não precisam de agradecer.
Ontem fui ao Theatro Circo ver a actuação dos Lucent Dossier Vaudeville, que foi divertido sem chegar a ser extraordinário. Houve malabaristas, trapezistas, engolidores de fogo, palhaços em monociclos e saltimbancos varios. Terminou com toda a trupe a convidar o público para dançar no lobby do Teatro. Tudo isto fez-me lembrar um cavalheiro que, estranhamente, tem andado arredado deste tasco, já que se trata de um dos músicos que eu mais admiro. Bora lá então recordar os 20 anos do inqualificável Frank's wild years, um dos meus discos favoritos de sempre.
All the Shakespearoes, they watched their Rome burn.
Hoje em dia os Stranglers são recordados sobretudo por 3 ou 4 canções relativamente incaracterísticas da sua longa obra (mas nem por isso fracas), como a insossa Always the Sun, a belíssima Golden Brown ou a superlativa Strange Little Girl (desafia-se os leitores a descobrirem este single no banner da C-70). Mas a história é muitas vezes injusta. Não foram exactamente uma banda que mudou a história da música popular, mas foram uma grande banda de rock. Quatro gajos feios, porcos e maus, que provavelmente faziam a barba e mudavam de roupa interior a cada três semanas, usavam o órgão como poucas bandas rock, tinham um sentido de humor por vezes demasiado à frente do seu tempo, e deixaram para a posteridade muitas grandes canções, entre as quais este manifesto de intenções. No more heroes anymore.