31 outubro 2006

Quote of the day - David Bowie / Scary Monsters (and super creeps)

She had an horror of rooms she was tired you can't hide beat
When I looked in her eyes they were blue but nobody home
Well she could've been a killer if she didn't walk the way she do,
and she do
She opened strange doors that we'd never close again
She began to wail jealousies scream
Waiting at the lights know what I mean
Scary monsters, super creeps
Keep me running, running scared

Bom Halloween, para quem é de Halloween!


30 outubro 2006

A volta do malandro

Quem costuma passar por aqui sabe que a MPB não é propriamente a minha especialidade. Mas há honrosas excepções. O Chico Buarque, por muitas razões objectivas e subjecticvas, é o meu cantor-compositor preferido fora do universo anglo-saxónico - a par com o Jacques Brel e um degrau acima do Gainsbourg.
Hoje ele vai ao Coliseu, e eu também vou.

29 outubro 2006

Quote of the day - De la Soul / The magic number

Now you may try to subtract it
But it just wont go away
Three times one? What is it?
One, two, three!
And thats the magic number


Nesta mágica noite de Outubro, e a alguns minutos de entrarmos na hora de Inverno, quero dedicar o post da noite ao meu querido cunhado Miguel, a quem deixo três grandes abraços por em tempos me ter emprestado este belo disco. Três hurras, três vivas, três bem-hajas, três palmadinhas nas costas, três beijocas na testa!
A capa parece-me agora ligeitramente diferente, se calhar é uma edição especial.

26 outubro 2006

Hate you as I like 03


Como é possível que há coisa de 10 anos esta associação de lobotomizados fosse bem vista por gente com responsabilidades? Como é possível que 10 anos depois algumas revistas inglesas continuem a dizer que eles fizeram dois dos melhores álbuns da história, quando juntos não têm mais do que duas ou três canções razoáveis? Como é possível que os tenham chegado a comparar aos Stone Roses? Como é possível uma banda tão medíocre ser tão ultra-sobre-avaliada? Como é possível que um asno com dois álbuns editados dissesse seriamente que a sua banda (esta) era a 2ª melhor de todos os tempos, logo a seguir aos outros idiotas que um dia também hão-de ser chamados a esta rubrica?
Felizmente já não dão notícias há uns tempos, e assim os conserve o Altíssimo. Calados e quietos.

22 outubro 2006

I'm a driver, I'm a winner... Pt. 2

Na sequência do filme e do post de ontem, esta manhã estava na fila para pagar as compras no Pingo Doce e comecei a lembrar-me de alguns dos meus filmes preferidos sobre losers. Aqui vai uma lista de dez, descomprometida, sem qualquer ordem (apesar da escolha do cartaz) e sem repetir realizadores (sob pena de a lista ser monopolizada por 3 ou 4 especialistas). Digam de vossa justiça.
Mean Streets, Martin Scorsese;
Down by law, Jim Jarmusch;
Trust, Hal Hartley;
The life aquatic with Steve Zissou, Wes Anderson;
Trainspotting, Danny Boyle;
The Big Lebowski, Joel Coen;
Magnolia, Paul Thomas Anderson;
How to survive a broken heart, Paul Ruven;
Happiness, Todd Solondz;
Buffalo '66, Vincent Gallo.

21 outubro 2006

I'm a driver, I'm a winner, things are gonna change, I can feel it

Fui hoje ver o Little Miss Sunshine. O título português é tão absurdo que nem o vou reproduzir (quase ao nível da inesquecível tradução do Purple Rain para "Prince, o rocker"). Mas não vim para aqui falar de traduções. Vim só dizer que é absolutamente imperdível, a mostrar que o grande Wes Anderson (Rushmore, The Royal Tennenbaums, The life aquatic with Steve Zissou) está a fazer escola e a inspirar talentos. Até á data, a dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris só tinham realizado uma mão cheia de clips de algumas bandas comercialmente importantes (Smashing Pumpkins, RHCP, Offspring, Weezer, REM, etc.), sendo esta a sua primeira verdadeira aventura na longa metragem.
Em boa hora o fizeram. Little Miss Sunshine é uma comédia sobre a mais acabada de todas as famílias de losers, que resolve empreender uma viagem numa carrinha VW, em condições no mínimo sofríveis, para que a anafada petiza possa participar num concurso de misses infantil. Tudo o que se segue anda sempre na ténue fronteira entre o cómico e o patético, sendo por vezes enternecedor sem nunca descambar para a lamechice do "somos uma família e isso dá-nos força para superar todos os obstáculos". Não vou contar detalhes do filme, mas creio que posso adiantar que no final estão todos em pior situação do que estavam no início, mas mais felizes porque aprenderam a estar-se nas tintas para o fato de serem uns tristes. Aprendem a fazer aquilo que é a ambição de toda a gente: fazer as figuras de urso que lhes apetece sem quererem saber do que pensa o resto do povo.
Poderiam fazer coro com o Sr. Hansen, aqui em baixo, rindo enquanto cantam "Soy un perdedor, I'm a loser baby, so why don't you kill me?"


Especial Clara

A C-70 celebra neste momento o seu centésimo post.
E de que melhor forma poderia fazê-lo do que saudando a chegada da minha terceira sobrinha-neta? Está previsto que o acontecimento tenha lugar dentro de umas poucas horas. Assim será. A ciência seguirá o seu rumo imperturbável.
Benvinda, Clara! Que sejas uma punk rocker, como a Sheena. Que andes mais rápido que a luz, como profetizam os B-52's.
O mundo é teu!


12 outubro 2006

11 outubro 2006

Quote of the day - Primal Scream / Movin' on up

Im getting outta darkness
My light shines on
Desde há 2 ou 3 dias que o Live in Japan dos Primal Scream anda em roda livre no carro. Qualquer dia sou multado por excesso de ruído. Ou entao bato. Noutro carro ou em alguém. Com o meu carro ou com as minhas nuas mãos.
Uma vez (isto foi em 97) estava em Londres a tentar arranjar um bilhete para um concerto super-esgotado dos Echo & the Bunnymen, numa sala pequena mesmo no centro que já não me lembro como se chamava. A espera (infrutífera, como às vezes acontecia) ficou animada quando apareceu o cavalheiro Bobby Gillespie completamente drunfado (passe o pleonasmo) a tentar entrar sem bilhete. E o fixe é que não o deixaram entrar sem mais. Ainda ficou um bom quarto de hora no meio do comum dos mortais antes de o segurança conferir se aquele destroço fazia mesmo parte da beautiful people.

He was on the top, then. E ainda está, digo eu.


06 outubro 2006

Quote of the day - Olivia Newton-John / Physical

I'm sure you'll understand my point of view, We know each other mentally
You gotta know that you're bringin' out the animal in me
Oh, let's get physical, physical, I wanna get physical, let's get into physical





O vosso bom Joe resolveu inscrever-se num health-club. O nível de Castrol superior ao recomendável, a falta de fôlego a jogar à bola e a progressão aritmética da protuberância abdominal forçaram-me a esta decisão. Nadar meia hora por dia dá saúde e alegria.

A ocasião é de ouro para recordar esta australiana nascida em Cambridge, que invadiu os meus sonhos quando tinha 11 ou 12 anos. Tinha na parede um poster dela que saiu no Música & Som, a foto da capa do álbum que reproduzo para vosso deleite. Em verdade, em verdade vos digo que apesar dos 33 anos, a senhora me deixava sobremaneira perturbado. E com vontade de fazer ginástica.

Um esclarecimento apenas: ao contrário do que pode sugerir o twist final deste jocoso clip, não há poucas vergonhas nos balneários. Há, sim, algo que me deixou maravilhado: uma máquina de engraxar sapatos.

E amanhã vou vindimar para o Douro. Hasta la vista, babies.

30 setembro 2006

Vai um joguinho?

Lembram-se do grande "nanopops"? E daquele poster com 50 bandas, feito pela Virgin? A M&M's não quis ficar atrás e vai daí fez mais um joguinho, agora com 50 filmes. Dark movies, dizem eles, como o seu dark chocolate. Todos metidos num quadro da escola flamenga pré-freudiana (Brueghel ou Bosch? Confesso que não ou grande conhecedor). A ideia é descobri-los colocando o título em inglês. Atenção: os desenhos/pistas têm normalmente mais a ver com o título do filme do que com o conteúdo.
Eu vou em 28. Depois podemos trocar cromos. Mas não vale ir à net procurar soluções.
Divirtam-se tenham um belo fim de semana.


http://us.mms.com/us/dark/

26 setembro 2006

Come on Lily

Cada vez curto mais esta cachopa


e já agora, as músicas dela também.

Aqui na C-70 convivemos bem com o sucesso comercial de quem merece. E ela merece.

20 setembro 2006

Hate you as I like 02

Não posso com estes gajos.


Acho-os azeiteiros. E chatos. E o Eddie Vedder irita-me. E são os culpados de aberrações como os Nickelback, os Creed ou os Live. Camandro, como é que é possível que os comparem aos Nirvana?

14 setembro 2006

Caixa de Clips 009 - Classix Nouveaux / Is it a dream

Os Classix Nouveaux, uma das bandas mais populares em Portugal nos idos de 81-82, cairam hoje no esquecimento. Até este senhor, pessoa culta e de gosto refinado, confessou há tempos a sua ignorância sobre estes caramelos quando ouviu, no sítio do costume, o seminal Never Again - provavelmente a melhor música da banda, mas de que desgraçadamente não se arranja o clip (promete-se uma beijoca a quem conseguir).
Os CN formaram-se a partir dos restos mortais dos X-Ray Spex, quando os respectivos guitarrista e baterista resolveram despedir a carismática Poly Styrene e procurar um substituto à altura. Não se pode dizer que tenham falhado: Sal Solo é das figuras mais memoráveis deste período.
Apesar de associados ao movimento new-romantic, os CN pouco têm a ver com bandas como os Duran Duran, Human League ou Japan. Quer o som quer a estética parecem hoje mais próximos de uma espécie de dance-gothic, ou coisa que o valha. Um cruzamento entre Bauhaus, Alphaville, Siouxie e Cabaret Voltaire. Vejam lá o clip deste Guilty, o primeiro single a raiar (muito ao de longe) o sucesso, e digam lá que o Sal Solo não é um sósia do Nosferatu, com capa e tudo? Neste primeiro álbum (Night people) há 3 ou 4 grandes canções: Inside outside, No sympathy no violins, Or a movie ou Every home should have one ainda hoje me fazem abanar o capacete com violência. Como curiosidade, fica também o divertidíssimo clip de Because you're young (tirado já de Lá verité, o 2º álbum) que de tão improvavelmente azeiteiro nos leva a perguntar se a banda não estaria a gozar com o pagode. Apreciem bem as caras de cú que faz o teclista e o revirar de olhos de Sal Solo à passagem dos 2.55'', e perguntem-se se é possível fazer figuras destas seriamente.
Os CN apenas foram uma banda de culto na periferia da Europa, nomeadamente em Portugal, Polónia e Finlândia - mas aqui explica-se pelo facto de terem tido um guitarrista finlandês, um tal Jimi Sumen. E conta-se que esse inteligente foi à terra renovar o passaporte e ficou retido porque entretanto tinha sido chamado para a tropa. Não fosse ter sido dado como mentalmente inapto, e lá tinham os CN ficado sem guitarrista pela 3ª vez.
Is it a dream foi, ao que sei, o único single a entrar no top 20 britânico. Após um terceiro álbum que não deixou rastro, separaram-se. Sal Solo ainda teve tempo para gravar o muito embaraçoso San Damiano depois de uma viagem mística a Itália, podendo gabar-se de ter sido um precusor da linha posteriormente seguida por gente (eu sei, estou a ser condescendente) como os Enigma. Depois disso viu a luz, viu Jesus, e enveredou pela música cristã, como explica no seu site. Como dizia o outro, se se metesse na droga ainda era de homem, mas isto?... Se Deus existe mesmo, há-de pagá-las caras.
Mas isso agora pouco importa, porque Is it a dream é uma malha do caraças. Enjoy!

Hate you as I like 01

Abre-se uma nova rubrica da C70, dedicada a todos aqueles que eu verdadeiramente desprezo. Vai aparecer com um mínimo de comentários, para evitar ferir susceptibilidades.

Eis os primeiros nomeados, que aliás me inspiraram a iniciar esta página de fel ao aparecerem na minha rádio privada sem ninguém os convidar, aqui representados pelo insuportável guitarrista/vocalista.
Beat it, pussy!

12 setembro 2006

Power plays de umas férias (parte 2)

Ora então, o que se ouviu lá por Vila do Bispo? Muita coisa, entre o carro, o tijolo do Sr. Pascal, o leitor de MP3, as compilações retro aqui do vosso amigo e as selecções etno-lounge do Doutor Carlinhos, o verdadeiro artista. Mas graças ao altíssimo este ano deixou em casa os seus violoncelos. Vejamos então:
É difícil avaliar objectivamente um disco de que já ninguém estava à espera, um objecto feito numa twilight zone entre a vida e a morte, entre a morte da paixão de uma vida e a etapa final da paixão para a morte. American V - A hundred highways é um disco invulgarmente comovente, e na minha opinião ao nível dos vols. I e III da série. E para já mais não digo.

Haverá algo melhor para ouvir ao pé da piscina do que este mimo, mais a mais em versão aumentada e com a minha canção favorita da banda? He´s searching, she´s showing, see him held in a deep deep spell, he knows she´s glowing, I can find within my mind a way to go, I can look deep into your life and shout "hold me, hold me, hold me, hold me, hold me"...

Este merece uma menção porque me valeu um comentário curioso da parte da Mrs. C: "gabo-te a pachorra, sentado para aí a curtir umas guitarradas com este sol e a piscininha lá fora!".

Nas palavras do Doutor Carlinhos, um momento perfeito. Fusili frios com frutos tropicais, minis à fartazana, 40º à sombra, céu azul e gente bonita. Melhor do que isto só o Porto a ganhar a Champions. All for freedom and for pleasure, nothing ever lasts forever, everybody wants to rule the world!


Photobucket - Video and Image Hosting

Hélas, foi este o n.º 1 indiscutível das férias, o power-play absoluto, o mais pedido e o mais tocado. Agora o Wickie! Agora a Abelha Maia! Agora a Heidi! Agora o Rui! Leva para o carro! Leva para casa! Põe outra vez! Quem é que manda, afinal?

09 setembro 2006

Quote of the day - Radiohead / Bullet proof... I wish I was

Limb by limb and tooth by tooth
tearing up inside of me
Every day every hour
I wish that I was
Bullet proof

Quem não gostaria de ser à prova de bala?

07 setembro 2006

Power plays de umas férias

Regressada de férias e de volta à labuta, a C-70 resolve partilhar com o seu vasto auditório algumas coisas que leu e ouviu lá para os lados de Vila do Bispo nestes 15 dias (uma vez que o que viu se resumiu à missa de segunda feira à noite na 2).
Como parece que o Blogger está armado em parvo (acaba de me actualizar o post que escrevi há mais de 15 dias), hoje fico pelas leituras. Uma das maiores inanidades que li nos últimos anos. Consegui aguentar até ao fim das 158 intermináveis páginas pela curiosidade de ver onde chegava a patetice, e já me esqueci. Miserável.

E se em plena 2ª GM os EUA tivessem escolhido para presidente Lindbergh, o aviador herói pró-nazi condecorado por Hitler himself, em vez de darem um terceiro mandato a Roosevelt? Brilhante. (a título de curiosidade, refira-se que comprei o livro em inglês porque custava menos de metade do que custava a edição portuguesa) .

E evidentemente, os números de Agosto da Mojo e da Uncut. Comprados à pressa na manhã da partida num estaminé ali para os lados de Cedofeita, que até parece que também vende discos. Sem direito a foto porque nos sites respectivos já brilha o número de setembro.
E sejam muito bem vindos!

19 agosto 2006

Quote of the day - David Bowie / Memory of a free festival

The Children of the summer's end
Gathered in the dampened grass
We played our songs and felt the London sky
Resting on our hands, it was God's land
It was ragged and naiveIt was Heaven


A canção é um bocado pirosa, mas não me ocorre melhor para ilustrar a ressaca daquela que foi provavelmente a melhor edição do melhor festival português. Não fosse a chuva e teria sido ainda melhor. Sem tempo para grandes conversas, a C-70 deixa imagens dos melhores momentos do festival, penalizando-se por se ter esquecido de fotografar o grande espectáculo que deram os Eagles of death metal. Outros (Gomez, We are scientists, Madrugada e etc.) não estão aqui porque foram realmente menores em face da concorrência.






Por ordem: Broken Social Scene (e agora quem fala mal dos trombones de varas??); Morrissey (havia necessidade daquela saída de palco?..); Gang of four (be afraid, micro-waves... be very afraid); YYY's (O, Karen...); Bloc Party (brutal!); !!! (os mais divertidos, para mim a grande surpresa do festival); Cramps (a passar a meia idade ainda mostram como é que se faz); Bauhaus (a redenção de Peter Murphy, depois de no ano passado ter escrito cobras e lagartos sobre a pimbalhada que foi a sua actuação em Vilar de Mouros).
E por uns tempos é tudo. A C-70 vai a banhos por 2 semanitas, e estará de volta em princípios de Setembro. Beijos e abraços, fiquem bem e não façam nada que eu não fizesse.