29 janeiro 2008

I know her

Nunca fui grande fã dos Throwing Muses, apesar de se dizer que foram muito importantes na criação da cena de Boston, e que sem eles não havia Pixies, e tal e coiso e patati patata. A Kristin Hersh é uma seca, e como a banda era dela a banda era uma seca.
Já quanto à menina que se apresenta à nossa direita, e que ainda é meia-irmã da seca, merece-nos (por razões que julgo ser escusado explicar) todo o respeito e admiração. A Tanya é fixe, seja a solo, com os Muses, com as Breeders ou com as Belly. Foi ela que escreveu e é ela que canta esta pequena preciosidade 120% pop.
É um amor de moça, não é?

Throwing Muses - Not too soon


24 janeiro 2008

e se o 'waiting for the man'

tivesse sido produzido pelo Phil Spector?



and I talk to the filth and I walk to the door
I'm knee deep in myself, but I want to get more of that stuff
of that stuff

some candy talking
talk
and I want
and I want

some candy talking
(já agora, também fica uma cover que não desmerece)
Richard Hawley - Some Candy Talking

23 janeiro 2008

I don't understand how the last card is played, but...

...somehow the vital connection is made

Vê-se que esta gaja teve boa escola.

22 janeiro 2008

a super ultra maxi mega super funky...


Pensamento que me ocorreu ontem à noite: é impressão minha ou já ninguém se lembra dos Morphine?

21 janeiro 2008

this is what we waited for

Parece que se abriu a gaiola.
Depois do super concerto dos Go! Team anteontem, os próximos meses são de uma agitação inusitada por estas bandas, com a actividade repartida pela Imbicta, o Minho e as rias galegas. De repente anunciam-se Raveonettes, Pere Ubu, Nada Surf, Portishead, John Cale a mais o caraças. E é complicado, porque às tantas a pessoa já não consegue acompanhar.
Ou como dizia a outra,

this is it boys, this is war
Boa semana pra todos.

18 janeiro 2008

just Go!

Go! Team, amanhã à noite na Maison de la Musique. Um dos concertos do ano, já em Janeiro?



Este concerto terá o altíssimo patrocínio da M.J. e do P, que orientaram uns convites quando a coisa já estava completamente esgotada. A C70 agradece-lhes penhoradamente, canta-lhes odes triunfais e promove um abaixo-assinado para a colocação dos respectivos bustos em bronze em frente aos Paços do Concelho.

16 janeiro 2008

ride the tiger...

...down river euphrates

2-3, hey!



ride ride ride ride ride ride ride ride
ride ride ride ride ride ride ride ride
ride ride ride ride ride ride ride ride
ride ride ride ride ride ride ride ride
ride ride ride ride ride ride ride ride
ride ride ride ride ride ride ride ride
ride ride ride ride ride ride ride ride

15 janeiro 2008

country roads (III) Loretta Lynn (feat. Jack White) - Portland Oregon

Em 2004 Loretta Lynn resolveu imitar Johnny Cash e recuperar uma carreira que estava esquecida, chamando para o efeito alguém que assegurasse um efeito hype junto de novas gerações de potenciais apreciadores. E em 2004, ninguém no mundo da música era mais hype do que Jack White. Foi ele que produziu este disco extraordinário chamado Van Lear Rose, e pelo meio ainda fez este dueto. Isto já não é country-rock. Isto é country e rock na mesma canção, e isso faz toda a diferença.
Na altura considerei-o o álbum do ano. Talvez tenha exagerado, considerando que nesse ano saíram, entre outros grandes discos, o primeiro dos Franz Ferdinand, o Antics ou o Funeral. Mas isso agora pouco interessa. Façam a vossa vénia à Senhora Dona Loretta, a filha do mineiro.


14 janeiro 2008

A aposta da semana

A coisa é simples: anteontem alguém insistiu comigo em como uma vez viu os Placebo a fazer a primeira parte de um concerto dos Tindersticks, aqui no Porto. Ora, toda a gente sabe que isso é impossível, por razões que nem vale a pena explicar. O problema é que para ganhar o jantar a que tenho direito (sim, a pessoa em causa quis apostar um jantar) tenho que fazer a prova de um facto negativo. E se provar que certa coisa se deu nem sempre é fácil, a provar que não se deu é o caraças.
Daí que solicite ao culto e informado auditório da C-70 que confirme a impossibilidade, para lá da brutal inverosimilhança, da tese sustentada pela parte contrária. E que confirmem que Molko e Staples nunca pisaram na mesma noite o mesmo palco na Imbicta.
Talk to me, people.

Bolas, fazer noise e distorção com uma orquestra de cordas não é para todos!

11 janeiro 2008

the runways of escape from our non-affair

(a propósito de covers da canção postada ontem)

there's no jet on my tarmac
no boat upon my atlantic


Mick Harvey - Non-affair


I search in vain for the exit
I search in vain for the way back

10 janeiro 2008

les pavés de l' anamour

aucun Boeing sur mon transit
aucun bateau sur mon transat



je cherche en vain la porte exacte
je cherche en vain le mot 'exit'

09 janeiro 2008

country roads (II) Tarnation - Game of broken hearts

no ano da graça de 1995 (está para breve um post sobre esse ano vintage), em pleno boom do novo country (ou alt-country, ou meta-country, ou americana, ou como caraças lhe queiram chamar), os Tarnation editaram um OVNI discográfico chamado Gentle Creatures que nos últimos tempos isto tem estado em heavy-rotation lá por casa. aos ouvidos do típico indie-boy europeu era um disco tão exótico como sushi de papaia. imaginem que o espírito de uma das Carter Sisters foi aprisionado pelo Imperador Ming numa redoma de vidro e conseguia emitir para a terra em onda média. ora bem, era mais ou menos essa a sensação que se tinha quando se punha o disco a tocar e se ouvia este Game of broken hearts.


tive a sorte de ver os tarnation ao vivo em 1997, quando estavam a promover Mirador, o seu segundo e último álbum, e fizeram a primeira parte do Nick Cave. foi uma pena terem acabado, apesar de os discos a solo da Paula Frazer serem também muitíssimo recomendáveis.

are you ready, boots?

start walking


08 janeiro 2008

classe de 61

parabéns a você nesta data querida
muitas felicidades muitos anos de vida


David Bowie - Time

"we should be on by now", diz ele. palhaço.

07 janeiro 2008

country roads

tenho para mim que as circunstâncias da morte de Gram Parsons (com 27 anos, de overdose e no meio do deserto) são a principal causa do culto que lhe é dedicado, e que provavelmente a sua obra não justifica. além de que quem usa um fato branco às flores tem muito que explicar. mas pronto, isto é apenas a minha opinião.
seja como for, e para além de ter sido um dos responsáveis por essa coisa híbrida a que se resolveu chamar country-rock (e que desde então tem proporcionado ao mundo algumas pérolas no meio de muito, muito lixo) deixou-nos meia dúzia de grandes canções. acima de todas, uma canção verdadeiramente soberba, chamada "a song for you", que aplica ao country o princípio que pouco depois os ramones aplicariam ao rock: dois acordes e uma melodia podem ser suficientes.


Gram Parsons - A Song for You
A propósito de gente sobrevalorizada, os Whiskeytown e o inefável Ryan Adams têm uma versãozita sofrível desta maravilha. Também cá fica, para não dizerem que aqui não reina a democracia.


Whiskeytown - A Song For You

(este post pretende ser o primeiro de mais uma das efémeras rubricas que a C70 vai tendo e deixando de ter; como o próprio nome indica, a dita cuja será dedicada a cenas aparentadas, mais de perto ou mais de longe, com a country... whatever it means)

04 janeiro 2008

that's how it started

Para contrariar um bocadinho o tom amargo do post de ontem aqui fica a primeira coisa que ouvi em 2008, cortesia de Messieur Richard S. Um bom prenúncio, além de uma canção do caraças (ainda assim continuo a dizer que prefiro a versão dos FF).
Desejo a todos os meus amigos um fim de semana em cheio. Have fun!

03 janeiro 2008

pequena reflexão de ano novo

The Smiths - Heaven Knows I'm Miserable Now
In my life,
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die?

29 dezembro 2007

A lista

Confesso que este ano não estou com grande pachorra para fazer a minha lista dos melhores de 07. Mas um gajo tem que estar à altura das suas obrigações. E o proprietário de um blog em que se fala sobretudo de música tem essa obrigação. Como não estou para pensar muito, este ano só ponho por ordem os 5 mais. Aí vão eles.








E a 1ª dama do ano, a quem todos deveríamos beijar os pés


Outros 10 grandes discos de 2007, por ordem alfabética:

Beirut - The Flying club cup
Bloc Party - A weekend in the city
Blonde Redhead - 23
Grinderman - Grinderman
Jens Leckman - Night falls over Kortedala
Mark Ronson - Version
Radiohead - In Rainbows
The Go! Team - Proof of youth
The National - Boxer
Thurston Moore - Trees outside the academy

Melhor canção do ano: Interpol - Pioneer to the falls
Disco mais injustiçado: Bloc Party - A weekend in the city
Disco mais sobrevalorizado: FucKlaxons - Myths of the near future
Promessas do ano: The Teenagers, Bat for Lashes, St. Vincent, The Horrors
Desilusão do ano: White Stripes

Como prendinha de ano novo aqui fica a canção que abre aquele que foi o meu disco do ano em 2002 (ano em que, aliás, a concorrência foi brutal!), e que me tem feito muita e boa companhia nos últimos tempos. Só espero que a mensagem se aplique a todos nós.
Let the golden age begin, folks!
Um grande 2008 para todos.

27 dezembro 2007

sometimes you feel just like


you're nowhere in sight
nothing excites you
open your eyes
look and you will find
that's all that's left behind
the skies
and a sweet caress
he's the invisible man
catch him if you can

21 dezembro 2007

(...)

The passage of time is flicking dimly upon the screen
I cant see the lines I used to think I could read between
perhaps my brains have turned to sand,
oh me oh my, I think its been an eternity
you'd be surprised at my degree of uncertainty
how can moments go so slow...
several times I've seen the evening slide away
watching the signs taking over from the fading day
perhaps my brains are old and scrambled,
several times I've seen the evening slide away
(who would believe what a poor set of eyes can show you)
watching the signs taking over from the fading day
(who would believe what an innocent voice could do)
changing water into wine,
(never a silence always a face at the door)
several times I've seen the evening slide away
(who would believe what a poor set of ears can tell you)
watching the signs taking over from the fading day
(who would believe what a weak pair of hands can do)
putting grapes back on the vine
(never a silence always a foot in the door)



Brian Eno - Golden Hours

este ano não há canções de natal na C70. só mesmo se for esta.
mas desejo a todos e cada um de vocês, que por aqui passam de vez em quando, o melhor de todos os natais.
ho ho ho.