Mas vamos a factos. Ou melhor, a opiniões.
Para começar, alguns dos nomes mais importantes dos 90’s estavam por esta altura - digamos, entre 93 e 97 - na sua melhor forma de sempre, e mandaram cá para fora discos ainda hoje essenciais em qualquer casa de família (e inclusivamente em agregados familiares alternativos). Aconteceu isso com os Tindersticks, Radiohead, Pavement, Smashing Pumpkins, Pulp ou PJ Harvey. Em 95 editaram discos que, em muitos casos, são os meus preferidos das respectivas discografias. Por ordem alfabética:
- Flaming Lips, Clouds taste metallic
- Lambchop, How I quit smoking
- Luna, Penthouse
- Morphine, Yes
- Pavement, Wowee Zowee
- PJ Harvey, To bring you my love
- Pulp, Different Class
- Radiohead , The Bends
- Smashing Pumpkins, Mellon Collie and the infinite sadness
- Tindersticks, Tindersticks (II)
Num segundo capítulo, houve muitos discos memoráveis lançados por bandas relativamente menos cotadas, algumas até esquecidas hoje em dia. Gente que fez a maior parte da carreira no sucedâneo pop-rock da Liga Vitalis, mas que deixou obra valiosa. - 6ths, Wasps’nest
- Belly, King
- Boss Hog, Boss Hog
- Chico Science & Nação Zumbi, Da lama ao caos
- Chris Isaak, Forever blue
- Drugstore, Drugstore
- Elastica, Elastica
- Friends of Dean Martinez, The shadow of your smile
- Garbage, Garbage
- Mojave 3, Ask me tomorrow
- Presidents of the U.S.A., Presidents of the U.S.A.
- Spain, The blue moods of Spain
- Sparklehorse, Vivadixiesubmarinetransmissionplot
- Supergrass, I should Coco
- Tarnation, Gentle creatures
- Tricky, Maxinquaye
- Verve, A northern soul
- Whipping Boy, Heartworm
Houve ainda bons discos de bandas que até eram capazes de fazer melhor, mas que dificilmente editariam um disco que não fosse pelo menos bom. - Apartments, A life full of farewells
- Blur, The great escape
- Sonic Youth, Washing machine
- Spiritualized, Pure phase
- Teenage Fanclub, Grand Prix
- Yo la Tengo, Electr-o-Pura
E claro, houve Outside, o melhor disco do Mestre Bowie desde o Scary Monsters. É verdade que se diz isto de cada vez que o homem lança um disco novo, mas para o caso pouco interessa. É o disco de Hallo Spaceboy, The hearts' filthy lessons ou We prick you, e está tudo dito.
Com este, a conta perfaz 35 discos. É um número redondo, e parece-me adequado para terminar esta lista e marcar a minha posição: 1995 foi "o" ano. O meu ano, anyway.
