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27 janeiro 2009

1995 seems like a long way to go

1995 seems like a long way to go
if you ever were to find your way back home
the only thing I really miss is being the first one
that you see when morning opens up the skies
you see me when daylight opens up your eyes
and though I'm happier now I always long somehow
back to 1995
(Radio Dept., '1995')
Já tenho lido alguns posts com hossanas a colheitas musicais que, no entender dos respectivos signatários, se destacaram das demais. Ora, é devido neste tasco um elogio à colheita de 95, que muito pessoalmente considero como a melhor desde que oiço música de forma consciente. E isto apesar de só ter ouvido alguns destes discos anos depois.

Mas vamos a factos. Ou melhor, a opiniões.

Para começar, alguns dos nomes mais importantes dos 90’s estavam por esta altura - digamos, entre 93 e 97 - na sua melhor forma de sempre, e mandaram cá para fora discos ainda hoje essenciais em qualquer casa de família (e inclusivamente em agregados familiares alternativos). Aconteceu isso com os Tindersticks, Radiohead, Pavement, Smashing Pumpkins, Pulp ou PJ Harvey. Em 95 editaram discos que, em muitos casos, são os meus preferidos das respectivas discografias. Por ordem alfabética:
  • Flaming Lips, Clouds taste metallic
  • Lambchop, How I quit smoking
  • Luna, Penthouse
  • Morphine, Yes
  • Pavement, Wowee Zowee
  • PJ Harvey, To bring you my love
  • Pulp, Different Class
  • Radiohead , The Bends
  • Smashing Pumpkins, Mellon Collie and the infinite sadness
  • Tindersticks, Tindersticks (II)

    Num segundo capítulo, houve muitos discos memoráveis lançados por bandas relativamente menos cotadas, algumas até esquecidas hoje em dia. Gente que fez a maior parte da carreira no sucedâneo pop-rock da Liga Vitalis, mas que deixou obra valiosa.
  • 6ths, Wasps’nest
  • Belly, King
  • Boss Hog, Boss Hog
  • Chico Science & Nação Zumbi, Da lama ao caos
  • Chris Isaak, Forever blue
  • Drugstore, Drugstore
  • Elastica, Elastica
  • Friends of Dean Martinez, The shadow of your smile
  • Garbage, Garbage
  • Mojave 3, Ask me tomorrow
  • Presidents of the U.S.A., Presidents of the U.S.A.
  • Spain, The blue moods of Spain
  • Sparklehorse, Vivadixiesubmarinetransmissionplot
  • Supergrass, I should Coco
  • Tarnation, Gentle creatures
  • Tricky, Maxinquaye
  • Verve, A northern soul
  • Whipping Boy, Heartworm

    Houve ainda bons discos de bandas que até eram capazes de fazer melhor, mas que dificilmente editariam um disco que não fosse pelo menos bom.
  • Apartments, A life full of farewells
  • Blur, The great escape
  • Sonic Youth, Washing machine
  • Spiritualized, Pure phase
  • Teenage Fanclub, Grand Prix
  • Yo la Tengo, Electr-o-Pura

E claro, houve Outside, o melhor disco do Mestre Bowie desde o Scary Monsters. É verdade que se diz isto de cada vez que o homem lança um disco novo, mas para o caso pouco interessa. É o disco de Hallo Spaceboy, The hearts' filthy lessons ou We prick you, e está tudo dito.

Com este, a conta perfaz 35 discos. É um número redondo, e parece-me adequado para terminar esta lista e marcar a minha posição: 1995 foi "o" ano. O meu ano, anyway.

Para terminar a excursão com um fade out adequado, nada melhor do que ver o brinde grátis aqui em baixo. Para além de ser um dos melhores clips que conheço, serve uma das canções mais extraordinárias do meu LP favorito da década de 90.

31 dezembro 2008

Olhá lista!! - 3ª parte: álbuns e canções do ano

Mesmo a queimar o prazo, como de costume, este vosso amigo deixa aqui aqueles que considerou os discos e as canções mais relebantes do ano que se finda dentro de poucas horas. É mais ou menos consensual que foi um ano apenas razoável, em que houve melhores singles do que albuns. Alguns velhinhos consagrados fizeram discos que pessoalmente me decepcionaram: foi o caso de Beck, Breeders, Nada Surf, Stephen Malkmus e dos dEUS. Muitos rookies recentes não conseguiram segundos álbuns à altura das promissoras primeiras obras, como aconteceu com as CSS, com Albert Hammond Jr., com os Fujiya & Miyagi ou os Raconteurs. Surgiram no entretanto muitas e boas novas promessas/confirmações para os anos musicais vindouros, dos quais são exemplos os Taken by Cars, Black Kids, Vampire Weekend, Glasvegas, Mystery Jets, Ting Tings, MGMT, Tilly and the Wall ou Last Shadow Puppets.

Mas vamos lá a por os números aos bois e a fazer a lista dos 20 álbuns de 2006. Claro que se trata da minha lista, querendo eu dizer com isto que o critério pelo qual os discos estão ordenados é o facto de eu ter gostado deles mais ou menos - o que a torna extremamente discutível, rigorosamente tanto quanto qualquer outra lista dos milhões que andam por aí. E claro que há por aí muito disco a que ainda não dei a devida atenção, e que só em 2009 terão o seu espaço nos 120G do belo iPod classic que o bom Pai Natal me ofereceu. Aí vêm eles então:

20. Portishead - Third
19. MGMT - Oracular Spectacular
18. TV on the Radio - Dear Science
17. Bloc Party - Intimacy
16. Gutter Twins - Saturnalia
15. Mystery Jets - Twenty One
14. Foals - Antidotes
13. Kings of Leon - Only by the night
12. Ladytron - Velocifero
11. Sons and Daughters - This Gift

10. Last Shadow Puppets - The age of the understatement
09. Nick Cave and the Bad Seeds - Dig, Lazarus, dig!!!
08. Primal Scream - Beautiful future
07. Glasvegas - Glasvegas
06. Black Kids - Partie Traumatic
05. Vampire Weekend - Vampire Weekend
04. Taken by Cars - Endings of a new kind
03. The Duke Spirit - Neptune
02. Spiritualized - Songs in A&E

e o meu disco do ano foi

Sendo um tipo com gostos mais ou menos conservadores, que gosta sobretudo de rock feito de boas canções, guitarras e de um cheirinho grandiloquente, a minha escolha é mais ou menos previsível. Ao terceiro álbum, os BSP deixaram de se considerar reféns das suas bandas de referência do post-punk (sobretudo dos Sound e dos Psychedelic Furs, que de resto são boas referências em qualquer casa de família) e conseguiram atingir a quase perfeição pop-rock num disco que não tem pontos baixos. E que começa e acaba com um coda, como eu tanto gosto. Epá, chamem-me piroso se quiserem, o que é que eu hei-de fazer?...

Para terminar o balanço, deixo aqui 30 canções (sem qualquer ordem) que neste ano me ajudaram a viver um bocadinho melhor o tempo de crise que se sente. A minha canção do ano é aquela cujo clip podem ver lá em baixo.

Um grande, grande 2009 para todos. Que seja um beautiful future, gritado primitivamente a plenos pulmões.


  • Black Kids - I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you
  • Mystery Jets - Two doors down
  • Glasvegas - Geraldine
  • Ting Tings - Great DJ
  • Taken by Cars - Uh Oh
  • Teenagers in Tokyo - Very Vampyr
  • White Lies - Death
  • M83 - Graveyard girl
  • Nick Cave - Dig, Lazarus, dig!!!
  • Foals - Cassius
  • British Sea Power - No Lucifer
  • Chairlift - Bruises
  • Correcto - Joni
  • Kills - Cheap and Cheerful
  • TV on the Radio - Halfway Home
  • Tilly and the Wall - Pot Kettle Black
  • Vampire Weekend - Walcott
  • Sons and Daughters - Chains
  • Deerhunter - Nothing ever happened
  • The Duke Spirit - This ship was built to last
  • The Last Shadow Puppets - Standing next to me
  • Eagles of Death Metal - I'm your torpedo
  • Elf Power - Spiral Stairs
  • Supergrass - Diamond Hoo-Ha man
  • The Hold Steady - Sequestered in Memphis
  • Infadels - Free things for poor people
  • Lightspeed Champion - Tell me what it's worth
  • Kings of Leon - Sex on fire
  • Primal Scream - Beautiful future



22 dezembro 2008

Olhá lista!! - 2ª parte: concertos do ano

2008 começou em grande estilo, com concertaços atrás de concertaços, e assim se manteve até ao verão. Depois o ritmo abrandou, mas ainda a tempo de se verem 2 ou 3 coisas bem apetitosas. Confiram os 15 concertos que mais fizeram saltar o vosso bom Joe, mesmo nos poucos casos em que se viu obrigado a estar sentado. E fiquem a saber que o concerto mais decepcionante do ano foi o dos Tindersticks no Festival Sw.

15 - Raveonettes (Fevereiro, Theatro Circo - Braga)
14 - Femme Fatale (Abril, Plano B)
13 - Mão Morta (Novembro, Auditório S. Bento de Menni - Barcelos)
12 - The National (Julho, Guimarães)
11 - The Kills (Abril, Casa da Música)
10 - Franz Ferdinand (Agosto, Festival Sw)
9 - Nick Cave & the Bad Seeds (Abril, Coliseu)
8 - Emir Kusturica & No Smoking Band (Janeiro, Coliseu)
7 - Lightspeed Champion + Vampire Weekend (Maio, Casa da Música)
6 - John Cale (Maio, Casa das Artes de Famalicão)
5 - Portishead (Março, Coliseu)
4 - Go! Team (Janeiro, Casa da Música)
3 - Lemonheads (Outubro, Santiago Alquimista - Lx)
2 - Nada Surf (Fevereiro, Vigo)

E o concerto do ano C70, sem margem para hesitações, foi...

Primal Scream (1 de Agosto, Festival PdC)


Esta rapaziada tansformou o palco principal de Coura numa verdadeira celebração do que devia ser sempre o Rock'n Roll. Garra, entrega total, groove, uma setlist irrepreensível com os hits incontornáveis entremeados com outros grandes temas (ainda me arrepio quando penso no momento em que foi tocada a sobre-extraorinária I'm losing more than I'll ever have) e com as inevitáveis canções do excelente álbum que estava a ser promovido. Os Editors tocaram antes e não tinham estado nada mal, mas confesso que a memória desse concerto foi quase apagada pelo furacão Gillespie que veio a seguir, e que me fez saltar sem parar durante quase duas horas. Um daqueles concertos de que nunca me vou esquecer, até porque foi a primeira vez que vi uma das minhas bandas preferidas. Demais!

20 dezembro 2008

Olhá lista!! - 1ª parte: filmes do ano

E pronto. A C70 começa aqui a cumprir aquela que é a obrigação de qualquer blogue que se preze: fazer o balanço do ano que está a acabar, dizer do que gostou mais, do que gostou menos e do que não gostou mesmo nada. E considerando que aqui se fala quase exclusivamente de música, nada como começar por falar de cinema.
Uma nota apenas: a lista tem em conta os filmes que foram vistos em salas de cinema em 2008, incluindo naturalmente alguns produzidos em 2007 e mesmo um de 2006.
Ora aí estão os 15 filmes mais apreciados chez Joe nestes últimos 11 meses e 2/3.

15 - Bolt (Byron Howard, Chris Williams)
14 - No vale de Elah (Paul Haggis)
13 - O orfanato (Juan Antonio Bayona)
12 - Este país não é para velhos (Joel Coen)
11 - Juno (Jason Reitman)
10 - Wall-E (Andrew Stanton)
9 - O comboio das 3.10 para Yuma (James Mangold)
8 - Haverá sangue (Paul Thomas Anderson)
7 - Gomorra (Matteo Garrone)
6 - 12:08 a este de Bucareste (Corneliu Porumboiu)
5 - Aquele querido mês de Agosto (Miguel Gomes)
4 - Em Brugges (Martin McDonagh)
3 - Mist - nevoeiro misterioso (Frank Darabont)
2 - Antes que o diabo saiba que morreste (Sidney Lumet)

and the C70 oscar goes to...


Do outro lado (Fatih Akin)

O filme de que mais gostei este ano fala dos encontros e desencontros da vida. Desencontros entre pais e filhos, entre culturas e linguagens, entre a pureza dos ideais e a dura realidade, entre o ímpeto e a serenidade, entre o empenho que colocamos na concretização dos nossos planos e o acaso que os impede. Um filme belíssimo, daqueles que não se esquecem e que ganham mais qualquer coisa de cada vez que nos lembramos dele.

Prémio especial "banhada do ano": Uma segunda juventude (Francis Ford Coppola); ainda hoje me pergunto como é que aquilo foi possível?

15 dezembro 2008

Dukes e Reyes

Nesta altura do ano as conversas acabam por ir parar quase sempre ao mesmo sítio: "está um frio que não se pode ter nada de fora"; "o subsídio de natal já se foi"; o clássico "como de costume o benfica já está a levar no canastro"; ou o clássico dos clássicos "então quais são os discos do ano?"

A lista C70 dos melhores de 2008 está em maturação, e tenho-me aprecebido de alguns bons discos a que não dei a devida atenção, e cuja audição cuidada terá que ficar para outras calendas. As listas das revistas e blogues mais considerados pela administração deste tasco já andam por aí, e tenho visto nos lugares cimeiros discos que não me tocaram particularmente: o novo dos Portishead, Fleet Foxes, MGMT, Cut Copy, The Bug, Bon Iver... gostei mais de uns do que de outros, mas nenhum destes estará no meu top.
Quem vai estar no meu top5 são estes meninos, que editaram em 2008 um disco do caraças e que tem passado ao lado das listas. Direi mesmo que é dos melhores discos de rock lançados por uma banda britânica nos últimos anos: Neptune, dos Duke Spirit. Estranhamente nunca tinha falado deles aqui, apesar de os seguir já há bastante tempo e de me deliciar com este disco desde que saiu.
A melhor descrição que consigo arranjar para a música dos Duke Spirit é a de uma espécie de Gun Club menos viscerais liderados por uma Bjork loira, que contrariamente a esse badejo islandês não tem a mania que sabe fazer habilidades com a voz. E toca pandeireta, coisa que como se sabe deixa imediatamente qualquer gajo desorientado.
Mas adiante: os Duke Spirit andam mais ou menos na mesma onda dos Sons and Daughters ou dos Kills, bandas que também lançaram este ano discos muitíssimos recomendáveis. Infelizmente ainda não estiveram cá por Portugal a dar um ar da sua graça, mas vamos ter esperança que isso não demore - Kraak, fico à espera que cumpras a promessa.
Fiquem com este Lassoo, um single potentíssimo.


29 dezembro 2007

A lista

Confesso que este ano não estou com grande pachorra para fazer a minha lista dos melhores de 07. Mas um gajo tem que estar à altura das suas obrigações. E o proprietário de um blog em que se fala sobretudo de música tem essa obrigação. Como não estou para pensar muito, este ano só ponho por ordem os 5 mais. Aí vão eles.
5º

4º

3º

2º

E a 1ª dama do ano, a quem todos deveríamos beijar os pés


Outros 10 grandes discos de 2007, por ordem alfabética:

Beirut - The Flying club cup
Bloc Party - A weekend in the city
Blonde Redhead - 23
Grinderman - Grinderman
Jens Leckman - Night falls over Kortedala
Mark Ronson - Version
Radiohead - In Rainbows
The Go! Team - Proof of youth
The National - Boxer
Thurston Moore - Trees outside the academy

Melhor canção do ano: Interpol - Pioneer to the falls
Disco mais injustiçado: Bloc Party - A weekend in the city
Disco mais sobrevalorizado: FucKlaxons - Myths of the near future
Promessas do ano: The Teenagers, Bat for Lashes, St. Vincent, The Horrors
Desilusão do ano: White Stripes

Como prendinha de ano novo aqui fica a canção que abre aquele que foi o meu disco do ano em 2002 (ano em que, aliás, a concorrência foi brutal!), e que me tem feito muita e boa companhia nos últimos tempos. Só espero que a mensagem se aplique a todos nós.
Let the golden age begin, folks!
Um grande 2008 para todos.

14 dezembro 2007

ora diga lá cinco filmezinhos se faz favor. muito obrigado.

Respondendo ao desafio que o Olavo me lançou, aqui vão 5-películas-5 em que a excelência da música é indissociável da excelência do resto. Os que aqui estão foram os primeiros de que me lembrei, e portanto é claro que há 1001 filmes que podiam estar em lugar destres 5... so what?
E como pelos vistos tenho que passar o desafio a 5 pessoas, elas são, pelas mais variadas razões ou por razões absolutamente nenhumas, o Sr.Esteves, a verde (a tal que como toda a gente sabe, tem ar de quem gosta de musicais), a rtp, o reinaldo correia e a xana. Digam lá de vossa justiça.
Bom fim de semana.





11 setembro 2007

Roses for the Stones

Pela enésima vez, a Mojo do mês passado trazia o Keith Richards na capa e um artigo de fundo sobre os Stones, colorido com o top-50 das suas canções, elaborado e comentado por outros músicos. Como não podia deixar de ser, isso deixou-me a matutar sobre o meu top pessoal, tendo constatado que (mais coisa menos coisa) as minhas preferidas estavam lá quase todas.
Desde o Undercover que não ouço um disco dos Stones do princípio ao fim. Mas mesmo fazendo de conta que eles acabaram há 25 anos e que coisas como o Anybody seen my baby, o Mixed emotions ou o Don't stop nunca foram escritas, nos (tipo) 20 anos anteriores há um acervo verdadeiramente obsceno de grandes canções. Então o período entre 66 e 78, entre o primeiro álbum de originais (Aftermath) e o último verdadeiro grande disco que fizeram (Some girls) é impressionante em temos de relação quantidade/qualidade. Pouquíssimos artistas ou bandas tiveram um período tão longo de génio criativo, com tanta produção e uma qualidade relativamente uniforme. Assim de repente, vem-me à cabeça (além do Bowie, claro) o Nick Cave, os Sonic Youth, o Dylan e poucos mais. A maioria fica-se (nos melhores casos) por 3 ou 4 grandes discos, e eventualmente mais uma meia dúzia que não envergonha - e falo aqui de gente que me é tão cara como os Clash, os Echo, os Pavement, o Cohen ou os Tindersticks.
Tudo isto para dizer o que já toda a gente sabe, mas de que às vezes nos esquecemos (lá está, são estes malfadados últimos 25 anos) : os Stones foram mesmo uma das maiores bandas de rock'n roll de todos os tempos, e sem eles o rock tal como o conhecemos não seria de certeza o mesmo. De qualquer modo, há canções que resistem muito melhor do que outras ao "teste Blister in the sun", que mede a capacidade de não provocar náuseas após 10.000 audições. É que há coisas históricas como o Satisfaction ou o Let's spend the night together que pura e simplesmente já não me dão gozo nenhum. Muitas escolhas pessoais têm mais a ver com o prazer que conseguimos continuar a retirar de uma obra que já conhecemos de cor do que com a importância ou a qualidade intrínseca das canções.
Dito isto, eis o meu top-10 (com menções honrosas para o Bitch, o Can't you hear me knocking, o Jumping Jack flash e o Ruby Tuesday, já que não podiam caber todas):

10 : She's a rainbow
09: Beast of burden
08: Sympathy for the devil
07: Gimme shelter
06: Doo doo doo doo doo (heartbreaker)
05: Paint it, black
04: Honky tonk women
03: Tumbling dice
02: Moonlight mile

A minha preferida é uma que de vez em quando tenho que cantar ao Filipe, numa clara demonstração de como o rock pode ser pedagógico. Nos tempos em que fumava acendia sempre um cigarro quando ela começava, porque sabia que iam acabar ao mesmo tempo. E claro que quem viu o The big chill nunca mais se esquecerá que esta também era a canção preferida do Alex.

30 julho 2007

Mancha pop

Há uns tempos, o colega m.a. deu conta, neste belo post, de uma votação destinada a eleger o melhor single dessa grande banda que foram os Blur. Recordo-me como se fosse hoje, apesar de ter sido no Inverno de 91, de ver na MTV o clip do There's no other way e de pensar "que canção do caraças!!!" A seguir fui comprar o Leisure na FNAC da Avenue des Ternes. Estava em Paris a fazer os meus meses de Erasmus. E hoje confirmo que não me enganei, eram mesmo uma banda do caraças que fizeram várias canções do caraças.
E como há bocado estive a ouvir cenas deles enquanto o jantar se fazia, entretive-me a fazero meu top-10. Here it is, com links para todas:

10 - Beetlebum
9 - Parklife
8 - She's so high
7 - Song 2
6 - To the end
5 - There's no other way
4 - End of a century
3 - Tender
2 - Girls & boys

and the winner is, really really really....

15 julho 2007

Nossa Senhora dos tops

Este fim de semana ocorreram-me algumas listas musicais. Nada de novo para quem sofre do chamado "síndome Alta-Fidelidade" (quem viu o filme de Stephen Frears percebe a piada; quem não viu não merece o ar que respira). Uma delas veio-me à cabeça ontem à tarde, quando perante tão solarengo dia resolvi botar a tocar a Immaculate Collection da Sra. Dona Louise Veronica Ciccone, que começa exactamente com o Holiday.
E pus-me a pensar nas 5 melhores canções com que nos presenteou nestes mais de 20 anos de carreira. O top provisório a que cheguei (e que ainda deixa de fora 2 ou 3 pérolas) foi este:

5 - Open your heart
4 - Like a Virgin
3 - Into the groove
2 - Like a prayer

O nº 1, como de costume, tem honras de clip. Como qualquer escolha, é altamente subjectiva. E deve ter muito a ver com o facto de ter sido a 1ª música que ouvi à moçoila, andava eu para aí no 9º ano. Aaaaah, a frescura da 1ª vez...


14 março 2007

A hora do slow

No fim de semana, e a propósito de uma escolha musical feita pela função shuffle do leitor MP3, eu e a menina Inês tivemos uma breve troca de impressões sobre os melhores slows dos anos 80. Ora isto levanta uma interessante questão, daquelas a que os juristas gostam de chamar prejudiciais: o que deve ser considerado slow para este efeito? É que não é tão fácil como parece… Detenhamo-nos por breves momentos e tentemos precisar o conceito.
Um slow, antes de tudo o mais, tem de ser uma canção de amor lamechas. Não basta ter um tempo lento, propiciando o arrastamento de pés; a temática deve também ser propícia ao arrastamento de mãos e ao esfreganço geral. Não passa pela cabeça de ninguém chamar slow a coisas como o Fade to grey ou o Tokyo song.
Depois, um slow tem que ser uma coisa simples, que entre bem no ouvido e que tenha uma mensagem clara, tipo “me tarzan, you jane”. Slows com muita poesia distraem do essencial; e com uma música complicada perturbam o piloto automático. Um slow tem que ser 100% pop, sem grandes pretensões artísticas. Sejamos claros: é um tipo de canção com uma função específica, e essa função não é fazer-nos pensar no sentido da vida.
Mais do que isso: tem que ser, no mínimo, ligeiramente azeiteiro. Coisas como o I know it's over, o Killing Moon ou o Are you ready to be heartbroken não servem, são demasiado boas. Mas há, evidentemente, casos de fronteira – por exemplo, o Souvenir deve ou não ser admitido a concurso? Inclino-me para o não, embora com dúvidas.
Finalmente, só é um slow a sério uma canção que toda a gente conheça. Nada de faixas escondidas ou de lados-B desconhecidos. Tem que ser como a pasta medicinal Couto e andar na boca de toda a gente. Tem que ser um single, e de sucesso. Daqueles que agora pode passar nos programas da noite da RFM ou no Rádio Clube Português.

Posto isto, aqui vai o top-10 que de momento me ocorre. E desde já aviso que vai ter muitas falhas, porque não estive a pensar nisto muito tempo.
E não se esqueçam: eu avisei que são cenas muito azeiteiras.

10 – Spandau Ballet / True
09 – Imagination / Body talk
08 – Berlin / Take my breath away
07 – Madonna /Crazy for you
06 – Bryan Ferry / Slave to love
05 – Cars / Drive
04 – Duran Duran / Save a prayer
03 – George Michael / Careless whispers
02 – Prince / Purple rain

E em número 1…


Um regalo para os ouvidos. E porque não dizê-lo, em algumas passagens também para a vista.

PS - E o prémio para o pior slow? A concorrência seria brutal, mas deixo cinco candidatos, todos eles infames ocupantes durante semanas a fio do nº 1 do Top Disco:

Jim Diamond / I should have known better
Century / Lover why
Scorpions / Still lovin’ you
Foreigner / I want to know what love is
Chris de Burgh / The lady in red

30 janeiro 2007

Quote of the day - Beck / Devil's haircut

Somethings wrong 'cause my mind is fading
Ghetto-blasting disintegrating
Rock 'n' roll, know what I'm saying
And everywhere I look there's a devil waiting
Got a devil's haircut in my mind



Fui cortar o cabelo e lembrei-me do Sr. Hansen e de um dos melhores discos de 1997.
E aproveito para fazer uma pequena sondagem C-70: qual o melhor disco do Beck? Eu voto neste Odelay, ainda que muito hesitantemente.

08 janeiro 2007

Just a mortal with potential of a Superman

É lixado. Por muito que tente, e depois de vinte e tal anos às voltas com os dicos do homem, não consigo dizer que haja uma música preferida do meu cantor/compositor/artista preferido. Dos Velvet sou capaz de dizer que é o What goes on, como dos Joy Division é o New dawn fades. Dos Clash o Guns of Brixton, e dos Pixies o Gigantic, dos Sonic Youth o Mote, dos Pavement o We dance ou dos Stone Roses o Made of Stone. Do Bowie não consigo. Há muitas.
Em tempos foi o Rock'n roll suicide, noutros o Starman, noutros o Heroes, noutros o Life on Mars. E há mais candidatas: Space Oddity? Cygnet Committee? Quicksand? Queenbitch? Five Years? Lady Stardust? Time? Rebel Rebel? Young americans? Scary monsters? Sons of the silent age? Beauty and the beast? Look back in anger? Always crashing in the same car?
Por uma questão de saturação, já não consigo sentir o mesmo que há 20 anos quando ouço coisas como o Heroes. Por muito boas que sejam, um gajo cansa-se. Daí que não esteja nenhum greatest hit na minha lista de 6 favoritas - escolher seis foi o melhor que consegui. Por razões mais ou menos subjectivas, as que mais me fazem cantar, dançar, rir ou chorar são, por ordem cronológica (e com link para os clips, quando disponíveis):
Bewlay Brothers (Hunky Dory, 1971). Ninguém percebe exactamente de que é que ele fala, mas pouco interessa. De memórias de infância, do seu irmão Terry, da cumplicidade entre crianças e amigos, de fisgas e de piratas. Sempre que a ouço tenho saudades da casa da minha avó em Entre-os-Rios, onde passei muitos fins de semana e férias até aos meus 10 anos. De andar pelo monte e de esfolar os joelhos. I might just slip away.
Moonage Daydream (Ziggy Stardust, 1972). Talvez uma escolha bizarra para um top 6, mas é uma das poucas canções que ouço desde os 14 anos exactamente com o mesmo gozo. A quintessência do glam-rock, muitas vezes citada mas nunca igualada. Don't fake it, babe, lay the real thing on me!
Sweet Thing + Candidate + Sweet Thing (reprise) (Diamond Dogs, 1974). Tecnicamente 3 canções mas de facto uma só. Uma história de amor assombrado e impossível, de dependência extrema (guess why...), com o homem a cantar como nunca mais cantou. Por muitas drogas que andasse a tomar, parece gravado por um extraterrestre. Arrepia. Demais, demais, demais!
(Trivia: foi daqui a primeira "quote of the day" da C-70.)
Station to station (Station to station, 1976). Se não me engano, a canção mais longa da longa carreira do senhor, e mais uma com um significado obscuro. Começa com uma locomotiva a arrancar, reminiscência dos tempos em que por uma paranóia induzida por um sonho o homem se recusava a andar de avião. Tem lá dentro 3 canções diferentes, à la Bohemian Rhapsody, e um dos versos mais geniais do rock'n roll: it's not the side effects of the cocaine, I'm thinking that it must be love. Woooooooaaaah!
Be my wife (Low, 1977). Já disse aqui o que penso desta canção. Mais para quê?
Teenage wildlife (Scary Monsters, 1980). Quando criei este blogue estive para lhe chamar "(I'm not a piece of) teenage wildlife", mas depois achei demasiado comprido. Seja como for, esta é em absoluto uma das minhas canções preferidas , um épico em cinemascope sobre a fama e a fortuna, que deve muito à guitarra milagrosa de Robert Fripp.
Encerram-se oficialmente as comemorações do 8 de Janeiro com o vídeo de um dos momentos mais peculiares da história do rock: a 3 de Julho de 1973, no final do último concerto da digressão e sem avisar o resto da banda, anuncia em directo que Ziggy Stardust morreu: "that's the last show that we'll ever do". A seguir tocou Rock'n roll suicide. Como se diz no final do The Maltese Falcon (frase que os Human League viriam a copiar algumas décadas depois), "that's the stuff that dreams are made of".
E mais não digo. Parabéns, que sejam muitos e bons. Ele merece.

02 janeiro 2007

Prémios da Grande Gala C-70

Feita a escolha do disco do ano e passadas que estão as festas, é altura de a C70 dar a conhecer os outros eleitos de 2006. Todos estarão presentes na Grande Gala C-70, que terá lugar no campo do Padroense Futebol Clube (ou, em alternativa, no parque de estacionamento do LIDL do Seixo), em data a anunciar.
Chega de suspense, vamos conhecer os laureados:

Álbuns nacionais

1 - X-Wife / Side effects
2 - Linda Martini / Olhos de Mongol
3 - Legendary Tiger Man / Masquerade
4 - Dead Combo / Quando a alma não é pequena
5 - Balla / A grande mentira

25 malhas de 2006, sem ordem exacta

Primal Scream / Country girl
Camera Obscura / Lloyd, I'm ready to be heartbroken
Scissor Sisters / I don't feel like dancing
Pipettes / Pull shapes
X-Wife / Ping-pong
CSS / Let's make lofe and listen to death from above
Gnarls Barkley / Crazy
Basement Jaxx / Take me back to your house
Rapture / The devil
Killers / Read my mind
Femme Fatale / Berlin
Balla / Outro futuro
Elefant / Lolita
Sonic Youth / Incinerate
Lemonheads / Rule of three
Eagles of Death metal / Cherry Cola
Lily Allen / Smile
Wolfmother / Woman
Yeah yeah Yeahs / Cheated Hearts
Spinto Band / Oh Mandy
Peter, Bjorn & John / Young folks
Raconteurs / Steady, as she goes
Kasabian / Shoot the runner
Cat people / Mexican Life
She Wants Revenge / Tear you apart

Prémios especiais da Grande Gala C-70

Prémio "nos juniores era muito bom" - Adam Green
Prémio "esperaba un poquito más de ti" - Strokes
Prémio "quero lá saber que seja azeiteiro ou que o Mike Patton não goste" - Wolfmother
Prémio "para quem faz versões de Lionel Ritchie, tens a mania que és esperto" - Mike Patton
Prémio "levados ao colo" - TV on the Radio
Prémio "e ainda por cima canta!" - Lily Allen
Prémio "o que é que eu não percebi?" - Celebration & Final Fantasy, ex-aequo
Prémio "não batam mais no ceguinho" - She Wants Revenge & Killers, ex-aequo
Prémio "tanta bala perdida" - My Chemical Romance & Luís Filipe Vieira, ex-aequo
Prémio "OK, a gente explica outra vez como se faz" - Lemonheads & F.C.Porto, ex-aequo

28 dezembro 2006

And the winner for best 2006 album is...

O meu álbum do ano, num ano em que nenhum álbum se destacou extraordinariamente do resto da maralha, é...

Seguem mais 25 álbuns de que gostei bastante, ou mesmo muito. A maioria deles é mais ou menos consensual embora alguns, para meu grande espanto, estejam ausentes das listas que tenho visto. Não estao propriamente por ordem nem a salvo de um qualquer esquecimento embaraçoso, e ficam sujeitos a futuras reapreciações. Naturalmente que se voltar a fazer a lista amanhã não sairão exactamente os mesmos, mas aí é que está a piada destas merdas, certo?

Esta lista tem só álbuns internacionais. Um dia destes será postada a dos nacionais, necessariamente mais curta.

E claro está, houve com toda a certeza muita coisa boa que ainda não me passou pelas (aliás grandes) orelhas, incluindo coisas que têm sido gabadas por gente de bom senso e bom gosto. Em 2007 haverá tempo.

Fico à espera das vossas listas. Homem que é Homem (com agá grande, de forma a incluir as mulheres) faz a sua lista de fim de ano.

PS - os mais atentos perguntam-se: ó colega, então e o Tom Waits? Eu respondo: uma colectânea não pode entrar nesta corrida, nos termos das regras da IFBAYL (International Federation of Best Album of the Year Lists).

05 novembro 2006

10-canções-10 com nomes de actores

A propósito do belo sunday morning record que nos acompanhou esta manhã ao pequeno almoço, começámos cá por casa a tentar lembrar-nos de canções com nomes de actores e actrizes no título, mesmo abreviados ou codificados (só não valia cantores-actores). Depois de muito puxar pela cabeça chegou-se a uma lista de 10:

10. Postal Service, Clark Gable
09. Cinerama, Lollobrigida
08. Bananarama, Robert de Niro's waiting
07. Kim Carnes, Bette Davis' Eyes
06. Gorillaz, Clint Eastwood
05. Suzanne Vega, Marlene on the wall
04. Sonic Youth, Madonna, Sean and me (aka The cruxifiction of Sean Penn, aka Expressway to Yr skull) *
03. John Cale, The soul of Carmen Miranda
02. Roxy Music, 2HB
01. Bauhaus, Bela Lugosi's dead
Menções honrosas (outras belas canções em que se referem actores):
05: Clash, The right profile ("Everybody says he sure look funny, that's Montgomery Clift, honey!")
04: dEUS, Opening Night ("I feel like Geena might, upon her opening night")
03: Whipping Boy, Personality ("I want to marry a personality, someone who looks just like Koo Stark")
02. Lou Reed, Halloween Parade ("There's a Crawford, Davis and a tacky Cary Grant")
01. Iggy Pop / David Bowie, China girl ("I feel in tragic like I'm Marlon Brando, when I look at my China girl")

Quem se lembra de mais algumas?

* já agora, pergunta-se aos mais dedicados estudiosos da Seita Sónica (que eu sei que há alguns entre os amigos da C-70): como caraças se chama afinal esta música, que na capa do disco tem um nome, no livro outro e aparece sempre referida nas discografias e álbuns ao vivo com outro?

22 outubro 2006

I'm a driver, I'm a winner... Pt. 2

Na sequência do filme e do post de ontem, esta manhã estava na fila para pagar as compras no Pingo Doce e comecei a lembrar-me de alguns dos meus filmes preferidos sobre losers. Aqui vai uma lista de dez, descomprometida, sem qualquer ordem (apesar da escolha do cartaz) e sem repetir realizadores (sob pena de a lista ser monopolizada por 3 ou 4 especialistas). Digam de vossa justiça.
Mean Streets, Martin Scorsese;
Down by law, Jim Jarmusch;
Trust, Hal Hartley;
The life aquatic with Steve Zissou, Wes Anderson;
Trainspotting, Danny Boyle;
The Big Lebowski, Joel Coen;
Magnolia, Paul Thomas Anderson;
How to survive a broken heart, Paul Ruven;
Happiness, Todd Solondz;
Buffalo '66, Vincent Gallo.

18 abril 2006

Got me a book, I want you to know


O Senhor Carteiro, que é um querido, deixou-me ontem este livrinho. Trata-se, como a capa talvez já vos tenha deixado antever, da história dos Pixies. Mas esta história é contada de uma forma diferente, porque o texto são praticamente apenas citações e excertos de entrevistas com os membros da banda e com gente que esteve ao lado deles enquanto a coisa durou e deu os resultados que todos sabemos. Falam uma série de músicos (Tanya Donnelly, Kristin Hersh, Beck, Billy Corgan, PJ Harvey, David Thomas, Liz Phair, J Mascis, Perry Farrell...), de produtores e donos de editoras (Norton, Albini, Ivo Watts-Russell) e muita mais rapaziada que eu não sei de onde vem, e muito menos para onde vai. Está dividido em 3 grandes capítulos, correspondentes aos inícios (antes de gravarem o Come on Pilgrim), à "golden age" (até ao Bossanova) e à queda (Trompe le Monde e fim), aos quais se acrescenta um encore relativo à reunião desde 2004.
Tenho que confessar que sou um "Johnny come lately" em relação aos Pixies. Só lhes prestei a devida atenção depois de eles terem acabado, muito por causa do "Here comes your man", que foi das primeiras músicas que ouvi e que achava (e acho) completamente banal. Irritava-me que os gajos dessa canção fossem comparados aos Sonic Youth, e criei uma resistência a ouvi-los. Só depois vi o que tinha perdido.
Vi-os finalmente há 2 anos em Lx, e estou a ponderar se vou ou não ao Pavilhão Atlântico no dia 20 de Julho. Gostava de ouvir outra vez aquele monte de banha careca a berrar "TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAME!!" como nunca ninguém alguma vez berrou na história do rock não-metaleiro, de ver a Kim vestida de dona de casa a sorrir para o público ou de ouvir aquele "Rock me, Joe" a meio do Monkey gone to Heaven. Mas vê-los uma segunda vez em registo requentado também me chateia. Logo se verá.
Dos 4 extraordinários álbuns e um mini-álbum que os Pixies nos deixaram (sim, o Trompe le Monde também é um disco do caraças!), das 65 faixas que lá estão (sim, vou deixar de fora os B-sides), atrevi-me a fazer o meu top pessoal, que obviamente está sujeito a ser alterado todos os dias. Deixem o vosso.
11-20 (in no particular order) - Broken face; Vamos; Levitate me; Wave of mutilation; Monkey gone to Heaven; Is she weird; Stormy weather; Alec Eiffel; U-Mass; Letter to Memphis
10 - Planet of sound
9 - Hey
8 - River Euphrates
7 - Isla de encanta
6 - Gouge away
5 - Tame
4 - Velouria
3 - I've been tired
2 - Debaser
1 - Gigantic