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10 abril 2009

Manch-Easter

Yupi-yupi-yay-yay-hey-hey-hey
I have to crucify some brother today
Ao que dizem as escrituras, há coisa de 1976 anos um tal Pilatos entusiasmou-se enquanto trauteava uma canção dos Happy Mondays, talvez por causa de uma pastilha de Ecstasy marada. O resultado foi o que se sabe.
Felizmente, passados uns dias vieram os Stone Roses salvar a sutuação.

26 março 2009

a minha cover é maior do que a tua

No próximo sábado (28 de Março) este vosso camarada vai cumprir um desejo antigo. Os Undercover DJ's, essa mini trupe lúdico-circense na qual orgulhosamente se integra, vão fazer uma sessão (di)versões no bar que durante muitos anos foi uma espécie de minha segunda casa nas noites de fim de semana. Nada menos do que no Mercedes.

Quem já esteve nestas sessões sabe o que o espera: uma noite inteira de versões. Imaginem, só por absurdo, o que seria se os Dandy Warhols resolvessem fazer versões dos Blondie, os Detroit Cobras se lembrassem de fazer uma cover dos Strokes ou se os Duke Spirit se pusessem a cantar coisas dos Love. E agora pensem que isto é mesmo a sério. E mais: que até saímos da letra D, e resolvemos ir do Adam Green até aos Zoot Woman.

Vai ser do bom e do bonito, como as canções do Tozé Brito. Apareçam.

E fiquem lá com esta, só para não pensarem que eu estava a brincar.




20 março 2009

once upon a time, not too long ago...

...we took a day out in Manchester,
and we all fell down, there's not enough hours in the day.

Gomez - Whippin' Piccadilly (Turbo Version)


Há 5 anos o jogo em Manchester entrou directamente para o top-10 das melhores memórias futeboleiras de sempre. A ver como é desta vez...
Bom weekend para tutti quanti. Aproveitem o sol enquanto dura.

18 fevereiro 2009

he gets away with it

Esta semana disputa-se em Portugal (Marco de Canaveses e Famalicão) a Champions Clerum, que é nada mais nada menos do que um campeonato europeu de FutSal destinado a padres. Cachucho, não é?
Pergunto-me se os árbitros também serão padres. E se nesse caso terão direito às mesmas compensações (materiais e, digamos... espirituais) com que o Sr. Howard King confessou à Bola ser presenteado quando veio apitar jogos do zbórdeng e dos lamps. Caso os nossos padres não ganhem o caneco espero para breve o Apito de Batina. E se os investigadores forem a dupla de estarolas Morgado & Costa, até pode ser que desta consigam apanhar o Papa. O Bento, não o Pinto.
Anyway, estas modernices clericais recordaram-me os Mansun e a golden age da britpop. Tempos de libertação, em que os padres já faziam strip e não se limitavam a usar fatos de bailarina.

27 janeiro 2009

1995 seems like a long way to go

1995 seems like a long way to go
if you ever were to find your way back home
the only thing I really miss is being the first one
that you see when morning opens up the skies
you see me when daylight opens up your eyes
and though I'm happier now I always long somehow
back to 1995
(Radio Dept., '1995')
Já tenho lido alguns posts com hossanas a colheitas musicais que, no entender dos respectivos signatários, se destacaram das demais. Ora, é devido neste tasco um elogio à colheita de 95, que muito pessoalmente considero como a melhor desde que oiço música de forma consciente. E isto apesar de só ter ouvido alguns destes discos anos depois.

Mas vamos a factos. Ou melhor, a opiniões.

Para começar, alguns dos nomes mais importantes dos 90’s estavam por esta altura - digamos, entre 93 e 97 - na sua melhor forma de sempre, e mandaram cá para fora discos ainda hoje essenciais em qualquer casa de família (e inclusivamente em agregados familiares alternativos). Aconteceu isso com os Tindersticks, Radiohead, Pavement, Smashing Pumpkins, Pulp ou PJ Harvey. Em 95 editaram discos que, em muitos casos, são os meus preferidos das respectivas discografias. Por ordem alfabética:
  • Flaming Lips, Clouds taste metallic
  • Lambchop, How I quit smoking
  • Luna, Penthouse
  • Morphine, Yes
  • Pavement, Wowee Zowee
  • PJ Harvey, To bring you my love
  • Pulp, Different Class
  • Radiohead , The Bends
  • Smashing Pumpkins, Mellon Collie and the infinite sadness
  • Tindersticks, Tindersticks (II)

    Num segundo capítulo, houve muitos discos memoráveis lançados por bandas relativamente menos cotadas, algumas até esquecidas hoje em dia. Gente que fez a maior parte da carreira no sucedâneo pop-rock da Liga Vitalis, mas que deixou obra valiosa.
  • 6ths, Wasps’nest
  • Belly, King
  • Boss Hog, Boss Hog
  • Chico Science & Nação Zumbi, Da lama ao caos
  • Chris Isaak, Forever blue
  • Drugstore, Drugstore
  • Elastica, Elastica
  • Friends of Dean Martinez, The shadow of your smile
  • Garbage, Garbage
  • Mojave 3, Ask me tomorrow
  • Presidents of the U.S.A., Presidents of the U.S.A.
  • Spain, The blue moods of Spain
  • Sparklehorse, Vivadixiesubmarinetransmissionplot
  • Supergrass, I should Coco
  • Tarnation, Gentle creatures
  • Tricky, Maxinquaye
  • Verve, A northern soul
  • Whipping Boy, Heartworm

    Houve ainda bons discos de bandas que até eram capazes de fazer melhor, mas que dificilmente editariam um disco que não fosse pelo menos bom.
  • Apartments, A life full of farewells
  • Blur, The great escape
  • Sonic Youth, Washing machine
  • Spiritualized, Pure phase
  • Teenage Fanclub, Grand Prix
  • Yo la Tengo, Electr-o-Pura

E claro, houve Outside, o melhor disco do Mestre Bowie desde o Scary Monsters. É verdade que se diz isto de cada vez que o homem lança um disco novo, mas para o caso pouco interessa. É o disco de Hallo Spaceboy, The hearts' filthy lessons ou We prick you, e está tudo dito.

Com este, a conta perfaz 35 discos. É um número redondo, e parece-me adequado para terminar esta lista e marcar a minha posição: 1995 foi "o" ano. O meu ano, anyway.

Para terminar a excursão com um fade out adequado, nada melhor do que ver o brinde grátis aqui em baixo. Para além de ser um dos melhores clips que conheço, serve uma das canções mais extraordinárias do meu LP favorito da década de 90.

19 janeiro 2009

Polly-insaturados

Eis uma pausa para lanche que se revelou melhor do que a encomenda: acabo de descobrir que
a nossa querida Polly Jean vem ao Porto.
É no dia 2 de Maio, na CdM, e vem acompanhada do cavalheiro John Parish. Querem confirmar? Vão aqui.
No fim de Março é editado A woman a man walked by, o segundo disco da dupla. O filho único do casal é, por enquanto, o excelso e injustamente esquecido Dance Hall at Louse Point, de 1996 - isto apesar de Parish ser um colaborador assíduo dos últimos albuns de PJ Harvey (tendo até co-produzido White Chalk, melhor álbum de 2007 aqui na C-70 ).
Recordemos aquele disco e um dos seus melhores momentos: a recriação, pela nossa Deusa, de Is that all there is, o clássico de Leiber & Stoller originalmente gravado por Peggy Lee.


09 janeiro 2009

listen

Já não me lembrava de ver uma coisa destas aqui no Porto. Caiu mesmo, como acontece nos países civilizados. Agora é que o Sócrates não se vai cansar de citar o exemplo finlandês. Ou será que vamos entrar na bancarrota como a Islândia?
Galaxie 500 - Listen, the Snow Is Falling

(a menina que canta esta canção, mais o moço que toca bateria, vão estar no Passos Manuel de amanhã a uma semana. Na mesma noite e à mesma hora, estarei a ver os Fall na Casa da Música. Porque é que esta gente não se organiza, caraças?)

Um fim de semana branco para todos.

24 outubro 2008

a place where I can go

Podia estar a falar do 3.7centos, esse mítico local de diversão nocturna em S. João da Madeira onde amanhã à noite este vosso amigo y sus muchachos estarão a dar música a quem gosta de música. Ou do estádio mais bonito do mundo, onde amanhã as duas melhores equipas portuguesas discutem a liderança da Superliga.
Mas esses serão sítio para ir amanhã. Agora estou a falar do Santiago Alquimista, logo pelas 22h. Hoje é esse o sítio onde ir.

23 outubro 2008

Grande alegre coração

do you have to try to piss me off
'cause I'm easy to please?
Ontem ao jantar, uma boa amiga dizia (a propos da minha alegria por finalmente ir ver os Lemonheads) que eu sou "muito fácil de contentar". Talvez seja verdade, embora uma verdade que não deva ser exagerada. O facto é que estava a comer sushi acompanhado por três belas princesas. Pode um homem querer mais?
Pode.
Além da Liga dos Campeões, pode esperar que no concerto de sexta feira o nosso amigo Evan nos brinde com esta pequena pérola country, erradamente tida como um hino a estilos de vida outrora tidos como alternativos. Aliás, que nos brinde com esta e com pelo menos mais 35.

Nesta versão feita para passar na TV, a frase original é substituída à passagem dos 00.43' pela supostamente mais radiofónica "I don't need you to duck my sick". É extraordinária a facilidade com que a censura cai no ridículo e faz com que reparemos em coisas que até passariam despercebidas.

22 outubro 2008

I've never been too good with names

...but I remember faces.

Até me posso esquecer que te chamas Oleksandr Alyiev, ou lá o caraças, mas se te vejo a passar na minha rua vou-me lembrar da tua cara de #&,


e vou-me lembrar que ontem à noite me tiraste o apetite para a francesinha. E estás à pega, amigo.

No entretanto vira mais um aperitivo para sexta, a ver se a disposição melhora. Em vez da mulher do Pitt, hoje temos o gajo da ...

21 outubro 2008

Já era tempo

A C70 regressa ao cumbíbio com os seus amigos depois de 3 meses de molho.
Hip hip hip, hurrah!



Deu-me uma vontade súbita de contar ao vasto auditório que na sexta-feira vou a Lx ver os Lemonheads, uma das minhas bandas de culto. Nunca se sabe bem em que prateleira das casas de discos podem estar estes moços, porque fazem rock mas que é completamente pop, e porque não são uma banda "alternativa" mas também estão longe de fazer pop mainstream. São uma das bandas mais cool dos anos 90, liderados por um dos cantores mais carismáticos dos últimos anos e que têm pelo menos três grandes discos e duas dúzias de excelentes canções.
Já agora, neste clip aparece uma mocinha que alguns anos depois se viria a tornar uma das mulheres mais desejadas do mundo. E eu aposto que vocês não a reconhecem sem fazer batota.

17 julho 2008

Interlude

Quem costumava passar por cá já reparou que desde há umas semanas que a C70 está praticamente parada. E o facto é que não tenho tido vontade nem paciência para me dedicar a este cantinho. E um blogue parado é como um vaso murcho. Não é nem deixa de ser. Quer dizer, está lá mas é como se não estivesse.
Vai daí, a C70 vai parar oficialmente, pelo menos durante uns tempos. Pode ser que depois do verão me regresse a vontade de falar sobre as coisas que aqui falava. Ou então não.
A todos os blogues amigos, a todos os amigos com blogues e a todos os amigos que fiz graças a este blogue, vamo-nos vendo por aí. Alguns se calhar já amanhã, outros se calhar no dia 1, outros talvez na Zambujeira... fiquem muito bem e não façam nada que eu não fizesse.
Ciao


12 maio 2008

I wish that I was made of stone

Diz-me o meu calendário de cozinha que hoje é Pentecostes, data do calendário eclesiástico que por ter um nome tão improvável sempre ocupou um lugar especial no meu coração. E que me fez recordar uma canção do período místico do nosso bom Nick, na qual o regresso de JC serve de metáfora à ausência da amante/ amiga/ companheira/ palhaça (riscar o que não interessa), que segundo consta era por essa altura a nossa amiga Polly Jean. Tudo em família, portanto.
Boa semana para todos, inclusivamente para quem não tenha Liga dos Campeões no próximo ano.


Nick Cave and the Bad Seeds, Brompton Oratory (The boatman's call, 2007)

01 maio 2008

Harveys of the world, unite!

A C70, paladina dos direitos dos assalariados, da luta contra o grande capital e (acima de tudo) da unidade sindical, celebra o dia de hoje entoando o hino composto pela bela camarada Polly Jean em homenagem a todos os trabalhadores por conta de outrém.

25 abril 2008

abril em portugal

A C70 deseja a todos os seus visitantes todos um solarengo e feliz dia da



LIBERDADE

15 abril 2008

Dá-lhe, Falâncio!

Há algum trempo que perdi definitivamente a pachorra para aquela seita demagógica de manifestantes apreciadores de sexo liberal, drogas váriadas, rastas, barretes de lã e adereços afins que se junta de cada vez que há uma reunião/cimeira da OMC, FMI, Banco Mundial ou UE. É certo que algumas destas instituições são um alvo privilegiado de críticas, mas há aqui duas coisas que me irritam: por um lado o problema não são as instituições, mas quem as compõe; por outro, tenho a convicção firme que a esmagadora maioria dos manifestantes não sabe muito bem porque lá está. Ou melhor, saber até sabe: sexo liberal e drogas variadas. E reparem - pessoalmente não tenho nada contra quem aprecie uma coisa ou outra, apesar de dispensar a segunda. O que me irrita é que a dívida do 3º mundo, os transgénicos, a guerra no Iraque e mais o raio que os parta sirva de pretexto para os (mais do que legítimos) charros e pinocadas.
Tudo isto a propósito de quê? De eu estar, como de costume, à volta de uns textos sobre a OMC e me ter lembrado de uma espécie de super-band que há uns anos o Krist Novoselic (ex-Nirvana), o Jello Biafra (ex-Dead Kennedys) e mais uns quantos músicos pro-activos se lembraram de fazer e que, sintomaticamente, se chamava The No-WTO Combo. Tanto quanto sei só lançaram um EP ao vivo, não menos sintomaticamente intitulado Live from the Battle in Seattle. A avaliar pelos títulos os temas incluídos devem ser catitas: Full metal jackoff, New feudalism e (LOL) Let's kill the landlord. A que está aqui em baixo chama-se Electronic Plantation. É só rir.


26 março 2008

todo meu


Uma das bandas mais endeusadas dos anos 90 dá o primeiro concerto da primeira digressão em 10 anos. Logo à noite, no Coliseu da Imbicta. A C70 vai estar lá.

25 março 2008

o síndrome nervoso do day before

Mas afinal andamos aqui a brincar aos



, ou que é isto????
Hmmmm?????

10 março 2008

shake it now now

PRIMAL SCREAM
1 DE AGOSTO
PAREDES DE COURA
e ninguém me dizia nada?


happy o caraças



Fala lá por ti Shirley, mas eu cá confesso que preferia um belo dum solzinho.
Boa semana a tutti quanti.