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08 janeiro 2009

Me and Mr. Jones

A C70, por via dos seus mais altos representantes e dignatários, envia um caloroso abraço de parabéns ao Senhor David Robert Jones, que hoje completa 62 invernos. Desejamos que passe um dia muito agradável na companhia dos seus entes queridos e que continue a contá-los por muito tempo.
Sempre a abrir, de preferência sem bater.

(E já agora, ia sendo altura de compensar aquele concerto cancelado no Dragão.)

13 fevereiro 2008

o bolo em cima da cereja

Já se sabia que a menina que aqui em baixo canta (pronto, QUASE que canta) uma das melhores canções dos 80's com uma das melhores bandas dos 80's tinha resolvido gravar um disco. Ficamos agora a saber que não é nada pêca a escolher as companhias. Ora vejam lá.
Assim também eu faço discos, ora porra. E mais, sou gajo e sou feio.

Não é fixe a maneira como ela diz "háááánnyyy"? Lá está, ele há gente a quem tudo se permite e fica bem.

08 janeiro 2008

classe de 61

parabéns a você nesta data querida
muitas felicidades muitos anos de vida


David Bowie - Time

"we should be on by now", diz ele. palhaço.

24 novembro 2007

Ch ch changes

I watch the ripples change their size
but never leave the stream
of warm impermanence, and
so the days float through my eyes
but still the days seem the same



but hey now you rock'n roller, pretty soon now you're gonna

22 outubro 2007

De estalo

Hoje o Filipe aprendeu a estalar os dedos. E agora à noite, em vez de eu lhe contar uma história, foi ele que me contou a mim. Ora, pelo meio da história o Mickey e amigos foram dar a um sítio onde estava uma banda a tocar. Perguntei que musicas se tocavam e ele respondeu: "músicas do Bowie, claro". E cantou uma música acompanhada de estalos de dedos.
Falando em estalos de dedos, que canção vos ocorre? Será...

03 julho 2007

Five years

Your face, your race, the way that you talk,
I kiss you, you're beautiful, I want you to walk!
O dia mais importante da minha vida foi há cinco anos.

08 janeiro 2007

Just a mortal with potential of a Superman

É lixado. Por muito que tente, e depois de vinte e tal anos às voltas com os dicos do homem, não consigo dizer que haja uma música preferida do meu cantor/compositor/artista preferido. Dos Velvet sou capaz de dizer que é o What goes on, como dos Joy Division é o New dawn fades. Dos Clash o Guns of Brixton, e dos Pixies o Gigantic, dos Sonic Youth o Mote, dos Pavement o We dance ou dos Stone Roses o Made of Stone. Do Bowie não consigo. Há muitas.
Em tempos foi o Rock'n roll suicide, noutros o Starman, noutros o Heroes, noutros o Life on Mars. E há mais candidatas: Space Oddity? Cygnet Committee? Quicksand? Queenbitch? Five Years? Lady Stardust? Time? Rebel Rebel? Young americans? Scary monsters? Sons of the silent age? Beauty and the beast? Look back in anger? Always crashing in the same car?
Por uma questão de saturação, já não consigo sentir o mesmo que há 20 anos quando ouço coisas como o Heroes. Por muito boas que sejam, um gajo cansa-se. Daí que não esteja nenhum greatest hit na minha lista de 6 favoritas - escolher seis foi o melhor que consegui. Por razões mais ou menos subjectivas, as que mais me fazem cantar, dançar, rir ou chorar são, por ordem cronológica (e com link para os clips, quando disponíveis):
Bewlay Brothers (Hunky Dory, 1971). Ninguém percebe exactamente de que é que ele fala, mas pouco interessa. De memórias de infância, do seu irmão Terry, da cumplicidade entre crianças e amigos, de fisgas e de piratas. Sempre que a ouço tenho saudades da casa da minha avó em Entre-os-Rios, onde passei muitos fins de semana e férias até aos meus 10 anos. De andar pelo monte e de esfolar os joelhos. I might just slip away.
Moonage Daydream (Ziggy Stardust, 1972). Talvez uma escolha bizarra para um top 6, mas é uma das poucas canções que ouço desde os 14 anos exactamente com o mesmo gozo. A quintessência do glam-rock, muitas vezes citada mas nunca igualada. Don't fake it, babe, lay the real thing on me!
Sweet Thing + Candidate + Sweet Thing (reprise) (Diamond Dogs, 1974). Tecnicamente 3 canções mas de facto uma só. Uma história de amor assombrado e impossível, de dependência extrema (guess why...), com o homem a cantar como nunca mais cantou. Por muitas drogas que andasse a tomar, parece gravado por um extraterrestre. Arrepia. Demais, demais, demais!
(Trivia: foi daqui a primeira "quote of the day" da C-70.)
Station to station (Station to station, 1976). Se não me engano, a canção mais longa da longa carreira do senhor, e mais uma com um significado obscuro. Começa com uma locomotiva a arrancar, reminiscência dos tempos em que por uma paranóia induzida por um sonho o homem se recusava a andar de avião. Tem lá dentro 3 canções diferentes, à la Bohemian Rhapsody, e um dos versos mais geniais do rock'n roll: it's not the side effects of the cocaine, I'm thinking that it must be love. Woooooooaaaah!
Be my wife (Low, 1977). Já disse aqui o que penso desta canção. Mais para quê?
Teenage wildlife (Scary Monsters, 1980). Quando criei este blogue estive para lhe chamar "(I'm not a piece of) teenage wildlife", mas depois achei demasiado comprido. Seja como for, esta é em absoluto uma das minhas canções preferidas , um épico em cinemascope sobre a fama e a fortuna, que deve muito à guitarra milagrosa de Robert Fripp.
Encerram-se oficialmente as comemorações do 8 de Janeiro com o vídeo de um dos momentos mais peculiares da história do rock: a 3 de Julho de 1973, no final do último concerto da digressão e sem avisar o resto da banda, anuncia em directo que Ziggy Stardust morreu: "that's the last show that we'll ever do". A seguir tocou Rock'n roll suicide. Como se diz no final do The Maltese Falcon (frase que os Human League viriam a copiar algumas décadas depois), "that's the stuff that dreams are made of".
E mais não digo. Parabéns, que sejam muitos e bons. Ele merece.

The Kings were born

8 de Janeiro de 1935: nasce em Tupelo, Mississippi, Elvis Aron Presley. Se não tivesse morrido em 1977, completaria hoje 72 anos. É o Rei.
8 de Janeiro de 1947: nasce em Brixton, sul de Londres, David Robert Jones, que a partir de 1966 passaria a ser conhecido como David Bowie. Faz hoje 60 anos. Também é o Rei.
A C-70 inicia a sua singela homenagem aos Reis recordando duas grandes canções de duas das suas bandas preferidas que homenageiam os locais que os viram nascer.

Nick Cave, "Tupelo" (Live 1994)

The Clash, "Guns of Brixton" (live)

10 dezembro 2006

Seasons' greetings 01

A C70 não fica indiferente ao espírito da época. E enquanto não oferece aos seus amigos a compilação especial Natal que está na forja, vai partilhando alguns belos momentos de que se lembra.
O de hoje é provavelmente um dos mais bizarros. Em 1977, enquanto atravessava uma das piores fases da sua vida e navegava entre as mais variadas drogas duras, o noisso groovy guru arranjou tempo para se juntar a Bing Crosby (oh oh oh!!) e participar neste seu programa de Natal. Pretty thing, innit?
Oferece-se uma rabanada a quem conseguir ver tudo sem rir.


31 outubro 2006

Quote of the day - David Bowie / Scary Monsters (and super creeps)

She had an horror of rooms she was tired you can't hide beat
When I looked in her eyes they were blue but nobody home
Well she could've been a killer if she didn't walk the way she do,
and she do
She opened strange doors that we'd never close again
She began to wail jealousies scream
Waiting at the lights know what I mean
Scary monsters, super creeps
Keep me running, running scared

Bom Halloween, para quem é de Halloween!


19 agosto 2006

Quote of the day - David Bowie / Memory of a free festival

The Children of the summer's end
Gathered in the dampened grass
We played our songs and felt the London sky
Resting on our hands, it was God's land
It was ragged and naiveIt was Heaven


A canção é um bocado pirosa, mas não me ocorre melhor para ilustrar a ressaca daquela que foi provavelmente a melhor edição do melhor festival português. Não fosse a chuva e teria sido ainda melhor. Sem tempo para grandes conversas, a C-70 deixa imagens dos melhores momentos do festival, penalizando-se por se ter esquecido de fotografar o grande espectáculo que deram os Eagles of death metal. Outros (Gomez, We are scientists, Madrugada e etc.) não estão aqui porque foram realmente menores em face da concorrência.






Por ordem: Broken Social Scene (e agora quem fala mal dos trombones de varas??); Morrissey (havia necessidade daquela saída de palco?..); Gang of four (be afraid, micro-waves... be very afraid); YYY's (O, Karen...); Bloc Party (brutal!); !!! (os mais divertidos, para mim a grande surpresa do festival); Cramps (a passar a meia idade ainda mostram como é que se faz); Bauhaus (a redenção de Peter Murphy, depois de no ano passado ter escrito cobras e lagartos sobre a pimbalhada que foi a sua actuação em Vilar de Mouros).
E por uns tempos é tudo. A C-70 vai a banhos por 2 semanitas, e estará de volta em princípios de Setembro. Beijos e abraços, fiquem bem e não façam nada que eu não fizesse.

06 junho 2006

Caixa de Clips 004 - David Bowie / Be my wife

E ao quarto vídeo, aparece o homem que durante toda a década de 70 esteve no olho da tempestade, no centro do furacão, no epicentro do terramoto. O artista sem o qual o glam não teria sido glam, e portanto o punk não teria sido o mesmo punk, sem o qual os new-romantics teriam sido diferentes e o synth-pop mais aborrecido. O músico sem o qual a música de hoje seria muito diferente, de certeza que para pior. Quem conhece os meus gostos, por me conhecer ou por costumar passar aqui pela C-70, já desconfiará porventura que este cavalheiro é a minha maior referência musical. Não se enganou.
Como já disse, esta rubrica da C-70 pretende mostrar clips representativos da era 77-83, talvez o meu periodo preferido da pop. O clip que escolhi praticamente inaugura a era, mas não parece. É de 1977, um ano de colheita ímpar em que deste lado do Atlântico se editaram os primeiros discos dos Sex Pistols (neste caso, primeiro e único), Clash ou Damned e em que Brian Eno gravava Before and after science. O mesmo ano em que, do lado de lá, os Ramones editaram Leave Home e Rocket to Russia, os Talking Heads e os Television gravaram as suas estreias, 77 e Marquee Moon, e Richard Hell e Johnny Thunders editavam, respectivamente, Blank generation e L.A.M.F. Um ano, portanto, do caraças!!
Nesse ano incomparável, houve uns mais activos do que outros. E um dos mais activos foi com certeza Bowie, que não se limitou a editar um disco. Editou dois, e que dois - Low e "Heroes". Mas fez mais: produziu e co-escreveu outros dois com Iggy Pop, seu amigo de longa data e camarada de exílio na cidade do Muro. E que dois - The Idiot e Lust for Life. Apenas quatro dos melhores álbuns da década, todos de 1977 e todos com uma intervenção directa do Thin White Duke. Estranhamente, este período de hiper-actividade é descrito pelo próprio como um dos piores de toda a sua vida - daí o nome Low. É caso para dizer "deprime-te mais vezes, homem!".
Be my wife, a música que podem ouvir já qui em baixo, é uma espécie de elo perdido entre os Roxy Music e os Pixies. Não soa a 77, tal como Marquee Moon (onde não destoria) também não. Vai beber ao glam e projecta o rock dos 80's. É um hino ao desespero de quem tem o mundo aos seus pés mas não consegue dormir, o grito de quem está completamente sozinho no meio de uma multidão que o idolatra. Um haiku sobre a condição humana. Um Citizen Kane proto-punk em três minutos.
E é também uma das minhas canções preferidas. Enjoy!



PS - Como brinde inteiramente grátis, ficam os links para uma canção de cada um dos outros três álbuns deste período ("Heroes", Lodger e Scary Monsters). A versão de Heroes não é a original, que toda a gente já conhece e que tem um péssimo clip, mas uma outra gravada para o programa de Natal de Bing Crosby em que Bowie fez uma inesperada aparição.

"Heroes" (1977)
Look back in anger (1979)
Fashion (1980)

31 maio 2006

Quote of the day - David Bowie / Rock'n'roll suicide

Time takes a cigarette, puts it in your mouth
You pull on your finger, then another finger,
then your cigarette,
The wall-to-wall is calling, it lingers, then you forget
Ooooh, you're a rock 'n' roll suicide
Ouvi na rádio que hoje é o dia mundial sem tabaco, que se junta ao dia mundial do não fumador e a mais uns quantos dias nacionais e internacionais de campanha contra o cigarrito. Sinto-me no dever cívico de deixar aqui o meu pequeno contributo.
Durante 12 anos fumei um maço de Gauloises Blondes por dia. Sabia-me bem, mas sabia que me fazia mal. Como todos os fumadores, consumia muito mais cigarros do que aqueles que de facto me apeteciam. Era caro. Entretanto a Inês engravidou e o Filipe ia nascer. Ao pai responsável juntou-se a mulher-chata-com-enjôos que me mandava fumar para a janela, e tudo somado achei que era uma boa altura para tentar deixar. Deixei.
Ora bem, desde esse dia 12 de Janeiro de 2002, em que fumei o último cigarro depois de ver o Porto empatar em casa 2-2 com o Sporting, engordei uns 8 ou 9 quilos. Passei a comer rebuçados e a beber mais cervejas, e ganhei uma barriga que nunca tinha tido. Canso-me mais do que quando fumava. Constipo-me mais do que antes e tenho mais alergias. E ainda não me passou, quatro anos e meio depois, a vontade de pegar no cigarro. Sonho frequentemente que estou a fumar e acordo com uma traça do caraças.
Em compensação, é certo que poupo uns cobres todos o dias. Que não sujeito a Inês e o Filipe ao fumo dos meus cigarros, o que é bom. E que talvez um dia venha a descobrir algum benefício desta opção para o meu próprio bem-estar. A esperança é a última que morre, como eu pensei até ao fim do tal Porto-Sporting que acabou 2-2.
Afinal, quem diria que dois anos depois ia ganhar a Liga dos Campeões?

21 fevereiro 2006

O luar está sério

É sempre notícia quando sai um novo Bowie, ainda que "novo" seja uma palavra exagerada para falar da tri ou tetraciclagem de temas de 1969 tocados em 1983.
Quem quiser saber mais, pode informar-se aqui.
Já agora: o que vem a ser um serious moonlight? Será o que se pode observar quando ocorrem space oddities?

17 fevereiro 2006

Quote of the day - David Bowie / Candidate

When it's good it's really good, but when it's bad I go to pieces...

Algures por aqui,


no meio de um dos álbuns mais injustiçados da Dame.