28 janeiro 2009

undercover of the night


Neste sábado regressam ao Radio Bar as noites (di)versões com os DJs Undercover, agora com a colaboração deste vosso amigo. Para quem não conhece o conceito, é uma noite inteira em que só tocam covers. Ele é a Kylie a cantar Roxy Music, ele são os Eels a cantarem Prince, ele são os Travis a cantar Britney, ele são os Jesus & Mary Chain a cantar Beach Boys, ele são os Ash a cantar Abba, ele são os Arctic Monkeys a cantar Amy, ele são os Gnarls Barkley a cantar Violent Femmes, ele são os Violent Femmes a cantar Gnarls Barkley, ele é o diabo a quatro e o fim do mundo em cuecas. So visto, porque contado ninguém acredita.

E se acham que uma cover nunca está à altura do original, tomem lá isto e depois digam. Donna Summer by Curve.


27 janeiro 2009

1995 seems like a long way to go

1995 seems like a long way to go
if you ever were to find your way back home
the only thing I really miss is being the first one
that you see when morning opens up the skies
you see me when daylight opens up your eyes
and though I'm happier now I always long somehow
back to 1995
(Radio Dept., '1995')
Já tenho lido alguns posts com hossanas a colheitas musicais que, no entender dos respectivos signatários, se destacaram das demais. Ora, é devido neste tasco um elogio à colheita de 95, que muito pessoalmente considero como a melhor desde que oiço música de forma consciente. E isto apesar de só ter ouvido alguns destes discos anos depois.

Mas vamos a factos. Ou melhor, a opiniões.

Para começar, alguns dos nomes mais importantes dos 90’s estavam por esta altura - digamos, entre 93 e 97 - na sua melhor forma de sempre, e mandaram cá para fora discos ainda hoje essenciais em qualquer casa de família (e inclusivamente em agregados familiares alternativos). Aconteceu isso com os Tindersticks, Radiohead, Pavement, Smashing Pumpkins, Pulp ou PJ Harvey. Em 95 editaram discos que, em muitos casos, são os meus preferidos das respectivas discografias. Por ordem alfabética:
  • Flaming Lips, Clouds taste metallic
  • Lambchop, How I quit smoking
  • Luna, Penthouse
  • Morphine, Yes
  • Pavement, Wowee Zowee
  • PJ Harvey, To bring you my love
  • Pulp, Different Class
  • Radiohead , The Bends
  • Smashing Pumpkins, Mellon Collie and the infinite sadness
  • Tindersticks, Tindersticks (II)

    Num segundo capítulo, houve muitos discos memoráveis lançados por bandas relativamente menos cotadas, algumas até esquecidas hoje em dia. Gente que fez a maior parte da carreira no sucedâneo pop-rock da Liga Vitalis, mas que deixou obra valiosa.
  • 6ths, Wasps’nest
  • Belly, King
  • Boss Hog, Boss Hog
  • Chico Science & Nação Zumbi, Da lama ao caos
  • Chris Isaak, Forever blue
  • Drugstore, Drugstore
  • Elastica, Elastica
  • Friends of Dean Martinez, The shadow of your smile
  • Garbage, Garbage
  • Mojave 3, Ask me tomorrow
  • Presidents of the U.S.A., Presidents of the U.S.A.
  • Spain, The blue moods of Spain
  • Sparklehorse, Vivadixiesubmarinetransmissionplot
  • Supergrass, I should Coco
  • Tarnation, Gentle creatures
  • Tricky, Maxinquaye
  • Verve, A northern soul
  • Whipping Boy, Heartworm

    Houve ainda bons discos de bandas que até eram capazes de fazer melhor, mas que dificilmente editariam um disco que não fosse pelo menos bom.
  • Apartments, A life full of farewells
  • Blur, The great escape
  • Sonic Youth, Washing machine
  • Spiritualized, Pure phase
  • Teenage Fanclub, Grand Prix
  • Yo la Tengo, Electr-o-Pura

E claro, houve Outside, o melhor disco do Mestre Bowie desde o Scary Monsters. É verdade que se diz isto de cada vez que o homem lança um disco novo, mas para o caso pouco interessa. É o disco de Hallo Spaceboy, The hearts' filthy lessons ou We prick you, e está tudo dito.

Com este, a conta perfaz 35 discos. É um número redondo, e parece-me adequado para terminar esta lista e marcar a minha posição: 1995 foi "o" ano. O meu ano, anyway.

Para terminar a excursão com um fade out adequado, nada melhor do que ver o brinde grátis aqui em baixo. Para além de ser um dos melhores clips que conheço, serve uma das canções mais extraordinárias do meu LP favorito da década de 90.

23 janeiro 2009

velvet fog

Esta manhã abri a janela e deparei com mais um dia de nevoeiro e chuva miudinha. Ando desde aí a assobiar esta canção tão jingle-jangle, mas bem mais amarga do que aquilo que parece à primeira vista.

Belle and Sebastian, Another sunny day (Live @ Lowlands, 2006)

Um bom fim de semana, independentemente das condições atmosféricas

You missed my eye, I wonder why, I didn't complain
You missed my eye, I wonder why, please do it again

19 janeiro 2009

Polly-insaturados

Eis uma pausa para lanche que se revelou melhor do que a encomenda: acabo de descobrir que
a nossa querida Polly Jean vem ao Porto.
É no dia 2 de Maio, na CdM, e vem acompanhada do cavalheiro John Parish. Querem confirmar? Vão aqui.
No fim de Março é editado A woman a man walked by, o segundo disco da dupla. O filho único do casal é, por enquanto, o excelso e injustamente esquecido Dance Hall at Louse Point, de 1996 - isto apesar de Parish ser um colaborador assíduo dos últimos albuns de PJ Harvey (tendo até co-produzido White Chalk, melhor álbum de 2007 aqui na C-70 ).
Recordemos aquele disco e um dos seus melhores momentos: a recriação, pela nossa Deusa, de Is that all there is, o clássico de Leiber & Stoller originalmente gravado por Peggy Lee.


o que é preciso...

...é fazer as coisas bem feitas. E se possível, fazê-las com groove.


The Go! Team, "Doing it right"

16 janeiro 2009

O Outono no Porto

Amanhã à noite a Imbicta vai ser visitada por uma das mais lendárias bandas de rock ainda em actividade. Isto se os The Fall (ou seja, Mark E. Smith e quem quer que o acompanhe em certo e determinado momento) não voltarem a cancelar o concerto, como aconteceu há uns anos. Na altura, segundo se disse, poucos dias antes da data anunciada tinham-se vendido 4 bilhetes; desta vez o concerto está inserido numa noite clubbing, portanto a casa cheia é quase uma garantia. Quanto mais não seja pelo hype que estas noites ganharam, e ainda bem.
Não posso dizer que seja um conhecedor profundo da obra dos The Fall, até porque ser conhecedor profundo de uma banda com quase 30 álbuns de originais é quase um trabalho em full-time, que deixo para outros especialistas bem mais qualificados. Nem sei muito bem o que esperar do concerto de amanhã, provavelmente mais centrado no álbum de 2008, mas que esperançosamente irá buscar algumas coisas ao enorme e rico fundo de catálogo. Seja como for, ver este homem em palco (ele que até já fez uma digressão em cadeira de rodas) é ocasião que não se deve perder.
Hit the North, everybody!!

13 janeiro 2009

o artista argentino

Ainda relativamente às incidências da jornada futeboleira, ao rever a forma despudorada como o futuro jogador do Real Madrid (LOL!!!) comemorou a inesperada marcação de um penalty que ele sabia muito bem não ter existido, lembrei-me de um grande single da melhor banda rock espanhola, por acaso já citado há bastante tempo neste tasco.
Basta substituir a palavra "madrilista" por outra palavra (que até rima, mas neste blogue não se pode escrever) e a coisa serve que nem uma luva.


Me explicó con detalle la situación,
acento argentino, oro en el reloj
"En cuanto llegues al área te vas a dejar caer"
que controlo el hemisferio norte, ya lo ves.
Porque ya está aquí el artista madrilista,
que los árbitros le pitan casi siempre a favor.
(Los Planetas, El artista madrilista, 2002)

12 janeiro 2009

Mão ao alto!

Ontem, enquanto comia a minha francesinha, a TV ia dando isto. Depois fui para o Dragão e vi isto. Tamanha concentração de pouca-vergonha fez-me lembrar este disco (que por sinal não é nada de especial).
Esta é uma das malhas mais decentes. Fala dos mitras que entram nas festas para que não são convidados... o que nos leva outra vez ao mesmo assunto.

Que a semana vos sorria, e que esse sorriso mostre uma dentadura branca e bem tratada.

09 janeiro 2009

listen

Já não me lembrava de ver uma coisa destas aqui no Porto. Caiu mesmo, como acontece nos países civilizados. Agora é que o Sócrates não se vai cansar de citar o exemplo finlandês. Ou será que vamos entrar na bancarrota como a Islândia?
Galaxie 500 - Listen, the Snow Is Falling

(a menina que canta esta canção, mais o moço que toca bateria, vão estar no Passos Manuel de amanhã a uma semana. Na mesma noite e à mesma hora, estarei a ver os Fall na Casa da Música. Porque é que esta gente não se organiza, caraças?)

Um fim de semana branco para todos.

08 janeiro 2009

Me and Mr. Jones

A C70, por via dos seus mais altos representantes e dignatários, envia um caloroso abraço de parabéns ao Senhor David Robert Jones, que hoje completa 62 invernos. Desejamos que passe um dia muito agradável na companhia dos seus entes queridos e que continue a contá-los por muito tempo.
Sempre a abrir, de preferência sem bater.

(E já agora, ia sendo altura de compensar aquele concerto cancelado no Dragão.)

31 dezembro 2008

Olhá lista!! - 3ª parte: álbuns e canções do ano

Mesmo a queimar o prazo, como de costume, este vosso amigo deixa aqui aqueles que considerou os discos e as canções mais relebantes do ano que se finda dentro de poucas horas. É mais ou menos consensual que foi um ano apenas razoável, em que houve melhores singles do que albuns. Alguns velhinhos consagrados fizeram discos que pessoalmente me decepcionaram: foi o caso de Beck, Breeders, Nada Surf, Stephen Malkmus e dos dEUS. Muitos rookies recentes não conseguiram segundos álbuns à altura das promissoras primeiras obras, como aconteceu com as CSS, com Albert Hammond Jr., com os Fujiya & Miyagi ou os Raconteurs. Surgiram no entretanto muitas e boas novas promessas/confirmações para os anos musicais vindouros, dos quais são exemplos os Taken by Cars, Black Kids, Vampire Weekend, Glasvegas, Mystery Jets, Ting Tings, MGMT, Tilly and the Wall ou Last Shadow Puppets.

Mas vamos lá a por os números aos bois e a fazer a lista dos 20 álbuns de 2006. Claro que se trata da minha lista, querendo eu dizer com isto que o critério pelo qual os discos estão ordenados é o facto de eu ter gostado deles mais ou menos - o que a torna extremamente discutível, rigorosamente tanto quanto qualquer outra lista dos milhões que andam por aí. E claro que há por aí muito disco a que ainda não dei a devida atenção, e que só em 2009 terão o seu espaço nos 120G do belo iPod classic que o bom Pai Natal me ofereceu. Aí vêm eles então:

20. Portishead - Third
19. MGMT - Oracular Spectacular
18. TV on the Radio - Dear Science
17. Bloc Party - Intimacy
16. Gutter Twins - Saturnalia
15. Mystery Jets - Twenty One
14. Foals - Antidotes
13. Kings of Leon - Only by the night
12. Ladytron - Velocifero
11. Sons and Daughters - This Gift

10. Last Shadow Puppets - The age of the understatement
09. Nick Cave and the Bad Seeds - Dig, Lazarus, dig!!!
08. Primal Scream - Beautiful future
07. Glasvegas - Glasvegas
06. Black Kids - Partie Traumatic
05. Vampire Weekend - Vampire Weekend
04. Taken by Cars - Endings of a new kind
03. The Duke Spirit - Neptune
02. Spiritualized - Songs in A&E

e o meu disco do ano foi

Sendo um tipo com gostos mais ou menos conservadores, que gosta sobretudo de rock feito de boas canções, guitarras e de um cheirinho grandiloquente, a minha escolha é mais ou menos previsível. Ao terceiro álbum, os BSP deixaram de se considerar reféns das suas bandas de referência do post-punk (sobretudo dos Sound e dos Psychedelic Furs, que de resto são boas referências em qualquer casa de família) e conseguiram atingir a quase perfeição pop-rock num disco que não tem pontos baixos. E que começa e acaba com um coda, como eu tanto gosto. Epá, chamem-me piroso se quiserem, o que é que eu hei-de fazer?...

Para terminar o balanço, deixo aqui 30 canções (sem qualquer ordem) que neste ano me ajudaram a viver um bocadinho melhor o tempo de crise que se sente. A minha canção do ano é aquela cujo clip podem ver lá em baixo.

Um grande, grande 2009 para todos. Que seja um beautiful future, gritado primitivamente a plenos pulmões.


  • Black Kids - I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you
  • Mystery Jets - Two doors down
  • Glasvegas - Geraldine
  • Ting Tings - Great DJ
  • Taken by Cars - Uh Oh
  • Teenagers in Tokyo - Very Vampyr
  • White Lies - Death
  • M83 - Graveyard girl
  • Nick Cave - Dig, Lazarus, dig!!!
  • Foals - Cassius
  • British Sea Power - No Lucifer
  • Chairlift - Bruises
  • Correcto - Joni
  • Kills - Cheap and Cheerful
  • TV on the Radio - Halfway Home
  • Tilly and the Wall - Pot Kettle Black
  • Vampire Weekend - Walcott
  • Sons and Daughters - Chains
  • Deerhunter - Nothing ever happened
  • The Duke Spirit - This ship was built to last
  • The Last Shadow Puppets - Standing next to me
  • Eagles of Death Metal - I'm your torpedo
  • Elf Power - Spiral Stairs
  • Supergrass - Diamond Hoo-Ha man
  • The Hold Steady - Sequestered in Memphis
  • Infadels - Free things for poor people
  • Lightspeed Champion - Tell me what it's worth
  • Kings of Leon - Sex on fire
  • Primal Scream - Beautiful future



24 dezembro 2008

Rockin' ravin' Xmas

A administração do estabelecimento deseja a todos os colegas, amigos, companheiros, camaradas, simples conhecidos e a quem quer que passe por aqui, mesmo que seja sem querer, um Natal como manda a sapatilha. Aproveitem, que não sabemos se para o ano vai haver bacalhau.

22 dezembro 2008

Olhá lista!! - 2ª parte: concertos do ano

2008 começou em grande estilo, com concertaços atrás de concertaços, e assim se manteve até ao verão. Depois o ritmo abrandou, mas ainda a tempo de se verem 2 ou 3 coisas bem apetitosas. Confiram os 15 concertos que mais fizeram saltar o vosso bom Joe, mesmo nos poucos casos em que se viu obrigado a estar sentado. E fiquem a saber que o concerto mais decepcionante do ano foi o dos Tindersticks no Festival Sw.

15 - Raveonettes (Fevereiro, Theatro Circo - Braga)
14 - Femme Fatale (Abril, Plano B)
13 - Mão Morta (Novembro, Auditório S. Bento de Menni - Barcelos)
12 - The National (Julho, Guimarães)
11 - The Kills (Abril, Casa da Música)
10 - Franz Ferdinand (Agosto, Festival Sw)
9 - Nick Cave & the Bad Seeds (Abril, Coliseu)
8 - Emir Kusturica & No Smoking Band (Janeiro, Coliseu)
7 - Lightspeed Champion + Vampire Weekend (Maio, Casa da Música)
6 - John Cale (Maio, Casa das Artes de Famalicão)
5 - Portishead (Março, Coliseu)
4 - Go! Team (Janeiro, Casa da Música)
3 - Lemonheads (Outubro, Santiago Alquimista - Lx)
2 - Nada Surf (Fevereiro, Vigo)

E o concerto do ano C70, sem margem para hesitações, foi...

Primal Scream (1 de Agosto, Festival PdC)


Esta rapaziada tansformou o palco principal de Coura numa verdadeira celebração do que devia ser sempre o Rock'n Roll. Garra, entrega total, groove, uma setlist irrepreensível com os hits incontornáveis entremeados com outros grandes temas (ainda me arrepio quando penso no momento em que foi tocada a sobre-extraorinária I'm losing more than I'll ever have) e com as inevitáveis canções do excelente álbum que estava a ser promovido. Os Editors tocaram antes e não tinham estado nada mal, mas confesso que a memória desse concerto foi quase apagada pelo furacão Gillespie que veio a seguir, e que me fez saltar sem parar durante quase duas horas. Um daqueles concertos de que nunca me vou esquecer, até porque foi a primeira vez que vi uma das minhas bandas preferidas. Demais!

20 dezembro 2008

Olhá lista!! - 1ª parte: filmes do ano

E pronto. A C70 começa aqui a cumprir aquela que é a obrigação de qualquer blogue que se preze: fazer o balanço do ano que está a acabar, dizer do que gostou mais, do que gostou menos e do que não gostou mesmo nada. E considerando que aqui se fala quase exclusivamente de música, nada como começar por falar de cinema.
Uma nota apenas: a lista tem em conta os filmes que foram vistos em salas de cinema em 2008, incluindo naturalmente alguns produzidos em 2007 e mesmo um de 2006.
Ora aí estão os 15 filmes mais apreciados chez Joe nestes últimos 11 meses e 2/3.

15 - Bolt (Byron Howard, Chris Williams)
14 - No vale de Elah (Paul Haggis)
13 - O orfanato (Juan Antonio Bayona)
12 - Este país não é para velhos (Joel Coen)
11 - Juno (Jason Reitman)
10 - Wall-E (Andrew Stanton)
9 - O comboio das 3.10 para Yuma (James Mangold)
8 - Haverá sangue (Paul Thomas Anderson)
7 - Gomorra (Matteo Garrone)
6 - 12:08 a este de Bucareste (Corneliu Porumboiu)
5 - Aquele querido mês de Agosto (Miguel Gomes)
4 - Em Brugges (Martin McDonagh)
3 - Mist - nevoeiro misterioso (Frank Darabont)
2 - Antes que o diabo saiba que morreste (Sidney Lumet)

and the C70 oscar goes to...


Do outro lado (Fatih Akin)

O filme de que mais gostei este ano fala dos encontros e desencontros da vida. Desencontros entre pais e filhos, entre culturas e linguagens, entre a pureza dos ideais e a dura realidade, entre o ímpeto e a serenidade, entre o empenho que colocamos na concretização dos nossos planos e o acaso que os impede. Um filme belíssimo, daqueles que não se esquecem e que ganham mais qualquer coisa de cada vez que nos lembramos dele.

Prémio especial "banhada do ano": Uma segunda juventude (Francis Ford Coppola); ainda hoje me pergunto como é que aquilo foi possível?

15 dezembro 2008

Dukes e Reyes

Nesta altura do ano as conversas acabam por ir parar quase sempre ao mesmo sítio: "está um frio que não se pode ter nada de fora"; "o subsídio de natal já se foi"; o clássico "como de costume o benfica já está a levar no canastro"; ou o clássico dos clássicos "então quais são os discos do ano?"

A lista C70 dos melhores de 2008 está em maturação, e tenho-me aprecebido de alguns bons discos a que não dei a devida atenção, e cuja audição cuidada terá que ficar para outras calendas. As listas das revistas e blogues mais considerados pela administração deste tasco já andam por aí, e tenho visto nos lugares cimeiros discos que não me tocaram particularmente: o novo dos Portishead, Fleet Foxes, MGMT, Cut Copy, The Bug, Bon Iver... gostei mais de uns do que de outros, mas nenhum destes estará no meu top.
Quem vai estar no meu top5 são estes meninos, que editaram em 2008 um disco do caraças e que tem passado ao lado das listas. Direi mesmo que é dos melhores discos de rock lançados por uma banda britânica nos últimos anos: Neptune, dos Duke Spirit. Estranhamente nunca tinha falado deles aqui, apesar de os seguir já há bastante tempo e de me deliciar com este disco desde que saiu.
A melhor descrição que consigo arranjar para a música dos Duke Spirit é a de uma espécie de Gun Club menos viscerais liderados por uma Bjork loira, que contrariamente a esse badejo islandês não tem a mania que sabe fazer habilidades com a voz. E toca pandeireta, coisa que como se sabe deixa imediatamente qualquer gajo desorientado.
Mas adiante: os Duke Spirit andam mais ou menos na mesma onda dos Sons and Daughters ou dos Kills, bandas que também lançaram este ano discos muitíssimos recomendáveis. Infelizmente ainda não estiveram cá por Portugal a dar um ar da sua graça, mas vamos ter esperança que isso não demore - Kraak, fico à espera que cumpras a promessa.
Fiquem com este Lassoo, um single potentíssimo.


11 dezembro 2008

I don't think I will let another chance pass me by

Hoje é daqueles dias em que nem o cinzento do céu encobre o azul que nos vai na alma. Daqueles dias em que acordamos bem dispostos e nos apetece cumprimentar as pessoas na rua, em que até as capas da Bola e do Record nos fazem sorrir. Um dia em que na nossa cabeça ouvimos violinos e pandeiretas e bonitas melodias pop. Como esta.



Vi estes moços no fim de semana passado no Razzmatazz, em Barcelona. Catitas, apesar de a audiência estar mais interessada em socializar e beber o seu copo do que no concerto.

04 dezembro 2008

28 novembro 2008

só para avisar...

...que amanhã vou estar a alternar discos na belíssima companhia do Capitão Edu. vai ser no Altar, na R. de Cedofeita, e a noite vai ser só, mas mesmo só, dedicada a covers - ou 'versões', no caso de falarem línguas exóticas. Coisa fina, portanto.
Será que esta...

Momento de jazz C70



The Dave Brubeck Quartet: "Take five"

27 novembro 2008

a vizinha do lado

Os Mystery Jets são sérios candidatos ao caneco "single pop do ano", com esta ode à miúda que mora duas portas abaixo. Desde há uns dias que ouço isto repetidamente sem me cansar, é verdadeiramente viciante.
Se não fosse demasiado preguiçoso teria colocado só a canção, e não o péssimo clip que a acompanha, absurdamente mal feito em todos os aspectos possíveis e a remeter de forma cabotina para um imaginário "80's-kitsch" que não faz o mínimo sentido. Se puderem ouvir sem ver ficam a ganhar.